O início da manhã deste sábado, 28, foi marcado por cenas de caos e desespero em diversas cidades do Irã após o início da ofensiva militar coordenada pelos Estados Unidos e Israel. Testemunhas relatam que explosões sacudiram a capital Teerã, lançando colunas de fumaça ao céu e interrompendo abruptamente o começo da semana de trabalho no país. O impacto imediato foi sentido em postos de combustível, onde longas filas se formaram com famílias tentando abastecer veículos para deixar os grandes centros urbanos em busca de refúgio em áreas rurais ou próximas às fronteiras.
O principal órgão de segurança do Irã emitiu um comunicado oficial alertando que os ataques devem continuar na capital e em cidades estratégicas. As autoridades recomendaram que a população se desloque para outras regiões, se possível, para evitar danos colaterais da agressão estrangeira. Escolas e universidades foram fechadas por tempo indeterminado. Em cidades como Tabriz e Isfahan, moradores relatam tremores e um clima de terror absoluto, com mães buscando filhos em escolas em meio ao som de detonações e bloqueios de estradas pelas forças de segurança locais.
O presidente americano Donald Trump denominou a ofensiva como “Operação Fúria Épica”, afirmando que o objetivo é eliminar ameaças à segurança dos Estados Unidos e oferecer uma oportunidade para que o povo iraniano derrube o atual regime clerical. A ação ocorre apenas oito meses após um conflito de 12 dias no ano passado, quando instalações nucleares iranianas também foram alvo de bombardeios americanos. No entanto, a população divide-se entre a esperança de mudança política e o temor de que o país mergulhe em um caos semelhante ao vivido pelo Iraque após a invasão de 2003.
As forças de segurança iranianas isolaram o perímetro onde funcionam os escritórios do Líder Supremo, o Aiatolá Ali Khamenei, e do presidente Masoud Pezeshkian. O ataque surpreendeu parte da população, já que mediadores de Omã haviam sinalizado progressos nas negociações nucleares ocorridas na última quinta-feira em Genebra. Com o agravamento do conflito, o mercado financeiro informal entrou em colapso, com pessoas correndo para comprar moedas estrangeiras e relatando dificuldades para sacar dinheiro em caixas eletrônicos, enquanto as rotas de fuga para a Turquia tornaram-se o principal destino de quem possui recursos para deixar o país.










































