O presidente Donald Trump afirmou, nesta sexta-feira, 20, que buscará caminhos ainda mais rigorosos para aplicar tarifas comerciais sobre produtos importados. A declaração ocorre poucas horas após a Suprema Corte dos Estados Unidos derrubar as taxas globais impostas por sua administração, sob o argumento de excesso de autoridade.
Por um placar de 6 a 3, a Corte decidiu que o presidente não pode utilizar unilateralmente a Lei de Poderes Econômicos de Emergência Internacional para taxar outros países sem uma autorização específica do Congresso. Os magistrados mantiveram o entendimento de que a medida violava o equilíbrio entre os poderes americanos.
Apesar do revés jurídico, Trump sinalizou que sua equipe econômica já trabalha em novos métodos para contornar a decisão e manter sua política protecionista. O presidente não detalhou quais seriam essas estratégias, mas garantiu que o objetivo de proteger a indústria nacional permanece como prioridade absoluta de seu governo.
A decisão da Suprema Corte é vista como uma vitória temporária para mercados internacionais, incluindo o Brasil, que registrou prejuízos na balança comercial devido ao “tarifaço”. Contudo, a nova ameaça de Trump gera incertezas sobre a estabilidade dos acordos comerciais e a possibilidade de novas disputas judiciais em Washington.
Analistas acreditam que o governo pode tentar invocar outras legislações de segurança nacional ou pressionar o Legislativo por uma autorização formal. Enquanto isso, empresas importadoras aguardam a suspensão imediata das cobranças nos portos, conforme determinado pela máxima instância da justiça americana nesta tarde.
A Casa Branca deve divulgar uma nota oficial com os próximos passos da política tarifária ainda neste fim de semana. O mercado financeiro reagiu com volatilidade às declarações, monitorando de perto o risco de uma nova escalada na guerra comercial promovida pela gestão Trump.








































