O primeiro-ministro da Groenlândia, Jens-Frederik Nielsen, declarou nesta quarta-feira que o aumento da vigilância no Ártico é uma prioridade urgente. A afirmação ocorreu durante um encontro oficial em Paris, onde se reuniu com lideranças da Dinamarca e da França para discutir o cenário geopolítico atual.
A região vive um momento de tensão após o interesse dos Estados Unidos em assumir o controle da ilha, que é território dinamarquês. Nielsen destacou que, embora existam linhas vermelhas que não podem ser ultrapassadas nas negociações com Washington, a segurança local precisa ser ampliada para conter ameaças externas.
O contexto de pressão internacional é agravado pela postura militar da Rússia na Europa e no Ártico. Segundo o primeiro-ministro, a população local manifesta receio com a instabilidade, o que torna necessário estabelecer acordos que garantam a soberania e a proteção dos cidadãos groenlandeses.
A primeira-ministra da Dinamarca, Mette Frederiksen, reforçou a necessidade de uma Europa mais forte e unida diante das mudanças na ordem mundial. Ela destacou que a união transatlântica é fundamental, alertando que o avanço russo em conflitos como o da Ucrânia pode ter consequências em outras áreas estratégicas.
As discussões entre Groenlândia, Dinamarca e Estados Unidos devem continuar nos próximos dias para buscar uma solução diplomática. O governo francês, representado por Emmanuel Macron, atua como um mediador no fortalecimento do apoio europeu à autonomia do território ártico e à estabilidade da região.








































