A Ucrânia e a Rússia encerraram o segundo dia de negociações de paz nos Emirados Árabes Unidos sem alcançar um acordo imediato neste sábado, 24 de janeiro. O diálogo, mediado pelo governo dos Estados Unidos, foi ofuscado por uma nova onda de ataques aéreos russos que cortou o fornecimento de eletricidade para milhões de civis ucranianos.
O presidente Volodymyr Zelenskiy confirmou que o foco central das discussões foram os parâmetros para o encerramento do conflito, que já dura quase quatro anos. Apesar da ausência de um consenso, as delegações concordaram em levar os termos discutidos para suas respectivas capitais e planejam retomar as reuniões tridaterais já na próxima semana.
O governo dos Emirados Árabes Unidos destacou que houve um raro engajamento direto entre representantes de Moscou e Kiev. No entanto, o clima diplomático foi severamente abalado pelo lançamento de centenas de drones e mísseis contra cidades como Kiev e Kharkiv, um ato classificado pelo governo ucraniano como uma tentativa cínica de minar a mesa de negociações.
O ministro das Relações Exteriores da Ucrânia, Andrii Sybiha, criticou duramente o presidente Vladimir Putin, afirmando que os mísseis atingiram não apenas a infraestrutura do país, mas também o processo de paz conduzido sob a égide do Conselho de Paz de Donald Trump. A ofensiva russa ocorre em um momento crítico, com temperaturas extremamente baixas agravando a crise humanitária.
As conversações em Abu Dhabi representam a primeira tentativa formal de uma estrutura de paz trilateral sob influência da nova política externa norte-americana. Embora os ataques dificultem o avanço, ambos os lados mantêm as portas abertas para novas rodadas, sob a pressão internacional para o fim das hostilidades e a restauração da estabilidade na Europa.











































