Quatro migrantes morreram enquanto estavam sob custódia das autoridades de imigração dos Estados Unidos nos primeiros dez dias de 2026. Os óbitos, que envolvem cidadãos de Honduras, Cuba e Camboja, ocorrem em um período de endurecimento das políticas migratórias e aumento populacional nas detenções federais.
De acordo com o Serviço de Imigração e Alfândega, o ICE, as mortes foram registradas entre os dias 3 e 9 de janeiro. Entre as vítimas está um homem cubano de 55 anos, encontrado em estado de sofrimento após ser colocado em isolamento em uma unidade no Texas, e dois hondurenhos que faleceram por problemas cardíacos.
A quarta morte registrada foi a de um homem cambojano de 46 anos, que apresentou graves sintomas de abstinência em um centro de detenção na Filadélfia. O cenário de fatalidades coincide com um momento de tensão no país, após um agente do ICE disparar fatalmente contra uma mulher em Minnesota, gerando protestos nacionais.
Dados oficiais indicam que pelo menos 30 pessoas morreram sob custódia migratória em 2025, o maior índice em duas décadas. Atualmente, o governo mantém cerca de 69 mil detidos, refletindo a estratégia de acelerar deportações e reduzir liberações por razões humanitárias mediante maior financiamento do Congresso.
Entidades de direitos humanos classificam o volume de mortes como espantoso e pressionam pelo fechamento de centros de detenção. O Departamento de Segurança Interna não comentou os casos recentes, enquanto as investigações sobre as circunstâncias de cada falecimento seguem em andamento pelas agências federais.










































