O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, assinou uma ordem executiva de emergência para proteger as receitas petrolíferas da Venezuela que estão depositadas em território norte-americano. A decisão tem como objetivo impedir que esses recursos sejam confiscados por tribunais ou credores internacionais, segundo comunicado oficial da Casa Branca.
A ordem foi assinada na sexta-feira (9), menos de uma semana após a captura do líder venezuelano Nicolás Maduro, em Caracas, por forças norte-americanas. De acordo com o governo dos EUA, a medida busca promover os interesses da política externa norte-americana e garantir que os valores sejam futuramente utilizados em benefício da população venezuelana.
Segundo a Casa Branca, as receitas provenientes do petróleo, atualmente mantidas em fundos de depósito vinculados a governos estrangeiros, deverão ser preservadas para contribuir com paz, prosperidade e estabilidade na Venezuela, evitando bloqueios judiciais que comprometam a recuperação econômica do país.
Reunião com petrolíferas e novos acordos
A assinatura da ordem ocorreu após uma reunião entre Trump e executivos de grandes empresas globais de petróleo e gás, incluindo companhias norte-americanas e grupos europeus. Durante o encontro, o presidente afirmou que os Estados Unidos irão definir quais empresas terão autorização para explorar os recursos energéticos venezuelanos, garantindo segurança jurídica e operacional.
Trump destacou que, anteriormente, a falta de garantias afastava investidores internacionais, cenário que, segundo ele, foi revertido com a nova política adotada por Washington.
Contexto energético
A Venezuela possui as maiores reservas comprovadas de petróleo bruto do mundo, estimadas em mais de 300 bilhões de barris, conforme dados da Organização dos Países Exportadores de Petróleo (Opep). No entanto, a produção atual permanece baixa, em torno de 1 milhão de barris por dia, reflexo de décadas de falta de investimentos e deterioração da infraestrutura petrolífera.
A nova ordem executiva reforça o papel estratégico dos Estados Unidos na reorganização do setor energético venezuelano e sinaliza mudanças significativas no cenário político e econômico do país sul-americano.









































