O governo chinês criticou duramente a apreensão de dois navios-petroleiros realizada pela Guarda Costeira dos Estados Unidos em águas internacionais. A porta-voz do Ministério das Relações Exteriores da China, Mao Ning, afirmou que os EUA violaram seriamente o direito internacional e sanções unilaterais não têm validade sem autorização do Conselho de Segurança da ONU.
Os navios Marinera (antes chamado Bella I) e M/T Sophia foram interceptados por supostas violações às sanções estadunidenses, relacionadas ao transporte de petróleo venezuelano. A secretária nacional de Segurança Interna dos EUA, Kristi Noem, informou que o Marinera tentou escapar da fiscalização por semanas, mudando de bandeira e alterando o nome, até ser alcançado na zona econômica exclusiva da Islândia. O M/T Sophia foi apreendido no Mar do Caribe e escoltado até os EUA pelo Comando Sul.
O Ministério das Relações Exteriores da Rússia também questionou a ação americana, destacando que o Marinera navegava sob bandeira russa com permissão temporária e exigindo tratamento digno à tripulação. A Rússia argumenta que o navio operava pacificamente em águas internacionais com destino a portos russos, e que os EUA tinham conhecimento disso.
A China reiterou seu apoio à Venezuela e defendeu o multilateralismo, a paz e a estabilidade global, afirmando que direitos humanos não devem ser usados como pretexto para interferência nos assuntos internos de outros países. Mao Ning ressaltou que Pequim se opõe a sanções unilaterais e ações que infrinjam soberania e segurança de nações.










































