O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou que a supervisão norte-americana sobre a Venezuela pode se estender por anos, incluindo o controle da receita do petróleo, segundo entrevista publicada nesta quinta-feira (8) pelo The New York Times.
De acordo com o jornal, que classificou a conversa como uma entrevista abrangente de duas horas, Trump evitou estabelecer um prazo para a permanência dos EUA no país sul-americano. Questionado se o período seria de meses ou de um ano, respondeu que seria “muito mais tempo”.
“Vamos reconstruí-la de forma muito lucrativa”, disse Trump, ao comentar a Venezuela, após o envio de tropas norte-americanas para prender o presidente Nicolás Maduro em uma operação realizada no último dia 3. Segundo ele, os EUA pretendem utilizar o petróleo venezuelano para reduzir preços internacionais e, ao mesmo tempo, repassar recursos ao país.
Trump declarou ainda que o governo norte-americano mantém boa relação com a presidente interina da Venezuela, Delcy Rodríguez, aliada histórica de Maduro e ex-vice-presidente do governo deposto. Ele evitou confirmar contato direto com a líder venezuelana, mas afirmou que o secretário de Estado, Marco Rubio, mantém comunicação frequente com ela.
Na entrevista, Trump também se recusou a explicar por que decidiu não transferir o poder à oposição venezuelana, que anteriormente havia sido reconhecida por Washington como vencedora legítima das eleições de 2024.
Além disso, o presidente revelou um plano para refinar e vender até 50 milhões de barris de petróleo venezuelano que estavam bloqueados por sanções dos EUA. “Eles estão nos dando tudo o que achamos necessário”, afirmou.
Relação com a Colômbia
A reportagem do Times relata ainda que Trump recuou do tom agressivo contra a Colômbia após uma ligação telefônica com o presidente Gustavo Petro, da qual jornalistas foram autorizados a participar, sem registro do conteúdo.
Em publicação nas redes sociais, Trump classificou a conversa como positiva e disse esperar um encontro futuro com Petro. O presidente colombiano também descreveu o diálogo como cordial, dissipando, segundo o jornal, qualquer ameaça imediata de ação militar por parte dos EUA.
Dias antes, Trump havia atacado Petro publicamente, acusando-o de ligação com o tráfico de drogas e ameaçando medidas militares, declarações que elevaram a tensão diplomática entre os dois países.











































