A vice-presidente da Venezuela, Delcy Rodríguez, alertou os Estados Unidos que um ataque militar ao país seria uma “calamidade” e um “pesadelo” para Washington, que enviou forças militares ao Caribe. A presença dos navios e fuzileiros norte-americanos na região é justificada pelo governo dos EUA como uma operação de combate ao narcotráfico.
Em um evento em Carabobo para alistar voluntários na defesa da Venezuela, Delcy Rodríguez declarou que a população está unida e preparada para defender o país. Ela acusou Washington de usar a “calúnia” para justificar uma intervenção e se apoderar dos recursos energéticos venezuelanos. “A questão do arquiteto do ‘narcoestado’ é simplesmente uma grande calúnia, mas não é nova”, afirmou.
A vice-presidente também comparou a situação atual com o bloqueio econômico imposto pelos EUA, que, segundo ela, provocou a migração da população. “O que aconteceu aos EUA é pior. Vai ser pior para eles se se atreverem a uma agressão, vai ser muito pior”, ameaçou.
Tensão na região
O presidente venezuelano, Nicolás Maduro, acusou os Estados Unidos de violarem o Tratado de Tlatelolco de 1967, que proíbe armas nucleares na América Latina e no Caribe. A tensão escalou após os EUA dobrarem a recompensa por informações que levem à sua detenção. Em resposta, Maduro ordenou o deslocamento de 4,5 milhões de milicianos pelo país.
A porta-voz da Casa Branca, Karoline Leavitt, afirmou que Washington está preparado para usar “todo o seu poder” para frear o fluxo de drogas na região. A CNN reportou que os Estados Unidos enviaram 4 mil fuzileiros e navios com capacidade antimíssil para as águas próximas da Venezuela. O secretário-geral da ONU, António Guterres, já havia apelado para que ambos os países resolvam suas diferenças de forma pacífica.