As áreas protegidas da Amazônia enfrentam um cenário crítico de avanço da degradação ambiental, segundo o relatório do Instituto do Homem e Meio Ambiente da Amazônia (Imazon). O estudo, divulgado nesta quinta-feira, 5 de fevereiro, analisou dados do último trimestre de 2025.
O monitoramento diferencia dois conceitos fundamentais: ameaça e pressão. A ameaça ocorre quando o desmatamento acontece em um raio de até 10 quilômetros dos limites da área protegida. Já a pressão é registrada quando a derrubada de floresta ocorre dentro do território preservado.
De acordo com o levantamento, foram identificadas 904 células de desmatamento em todo o território. Desse total, 64% indicam ameaça externa, enquanto 36% representam pressão interna. As unidades de conservação estaduais registraram um equilíbrio alarmante, com 50% de devastação ocorrendo em seus interiores.
A Reserva Extrativista (Resex) Chico Mendes, no Acre, lidera o ranking das áreas mais pressionadas por desmatamento interno. Já a Floresta Nacional de Saracá-Taquera, no Pará, figura como o território mais ameaçado pela proximidade das atividades ilegais.
Especialistas alertam que a recorrência de certas áreas nos rankings revela a ineficiência das ações de fiscalização. O Amazonas e o Pará concentram o maior número de territórios vulneráveis, incluindo terras indígenas como a Yanomami e a Waimiri Atroari.
O Imazon destaca que agir preventivamente nas zonas de ameaça é decisivo para impedir que a degradação se consolide dentro das reservas. O monitoramento contínuo visa subsidiar políticas públicas para garantir a proteção integral da biodiversidade amazônica.








































