O presidente da Confederação Brasileira de Atletismo (CBAt), Wlamir Motta Campos, demonstrou otimismo ao projetar o desempenho do Brasil para as Olimpíadas de 2028. Em entrevista à TV Brasil nesta quinta-feira (5), o dirigente afirmou que a meta é conquistar entre três e quatro medalhas em Los Angeles. Caso o objetivo mínimo seja alcançado, o atletismo brasileiro registrará sua melhor campanha em uma única edição dos Jogos, superando as três medalhas de Pequim 2008.
Campos baseia sua confiança em nomes consolidados e jovens promessas:
Caio Bonfim: Prata em Paris 2024 e ouro no Mundial de Tóquio 2025, o marchador é a principal referência técnica.
Alison dos Santos (Piu): Dono de dois bronzes olímpicos e um título mundial nos 400m com barreiras.
Luiz Maurício: Jovem talento do lançamento de dardo que detém a segunda melhor marca do mundo.
Juliana Campos: Atleta do salto com vara em ascensão, finalista no último Mundial.
Brasília recebe o Mundial de Marcha Atlética
Antes do sonho olímpico, o Brasil foca no Campeonato Mundial por Equipes de Marcha Atlética, que ocorrerá em 12 de abril, na Esplanada dos Ministérios, em Brasília. O evento contará com novas distâncias adotadas pela World Athletics, incluindo a maratona (42,2 km) e a meia-maratona (21,1 km). Caio Bonfim, competindo em “casa”, é o favorito. O clima seco da capital federal é apontado pelo presidente da CBAt como um desafio extra para os competidores estrangeiros e uma vantagem para o brasileiro.
Desafios de Infraestrutura
Apesar dos planos ambiciosos, Wlamir Motta Campos alertou para a carência de infraestrutura no país. O Brasil pleiteia a sede do Mundial de Corrida de Rua de 2028, mas o sonho de receber um Mundial de Atletismo completo esbarra na falta de estádios adequados. Segundo o dirigente, a exigência de duas pistas (competição e aquecimento) e gramado natural limita as opções, sendo a reversão do gramado sintético do Engenhão (RJ) o caminho mais viável para o futuro.









































