O Comitê Olímpico Internacional (COI) declarou, neste sábado, 21, que a participação de Gianni Infantino na reunião inaugural do Conselho da Paz não infringe as normas de neutralidade política da entidade. O presidente da Fifa, que também integra o quadro de membros do COI, esteve ao lado do presidente norte-americano Donald Trump e outros chefes de Estado na última quinta-feira, 19, em um evento voltado para a reconstrução de Gaza.
A polêmica surgiu devido ao traje de Infantino — que utilizou um boné com referências aos mandatos de Trump — e à natureza do conselho, que não incluiu representantes palestinos. Entretanto, o COI defendeu que a atuação da Fifa está alinhada ao papel das federações internacionais de promover o esporte e a infraestrutura em zonas de conflito, focando no desenvolvimento de elite e na educação esportiva na região.
A Carta Olímpica exige que seus membros atuem de forma independente de pressões governamentais ou mandatos que interfiram na liberdade de suas ações. Segundo o porta-voz do COI, o apoio da Fifa à recuperação do esporte em Gaza, que inclui a construção de um estádio nacional e 50 minicampos, assemelha-se aos programas de Solidariedade Olímpica já realizados pela entidade em diversas partes do mundo.
O Conselho da Paz tem sido alvo de debates intensos na diplomacia global. Críticos argumentam que a iniciativa pode esvaziar o papel da ONU, enquanto Trump sugere que o grupo pode expandir sua atuação para além do território palestino. A Fifa, por sua vez, foca na execução de um plano de investimentos que prevê academias de última geração e centros de treinamento para os distritos afetados pela guerra, assim que o cenário de desarmamento se consolidar.
Apesar da defesa do COI, o gesto político de Infantino continua sob escrutínio de observadores internacionais, que questionam o limite entre o fomento ao esporte e o alinhamento partidário. A entidade olímpica reforçou que continuará monitorando as parcerias, mas que, no momento, o foco permanece no impacto positivo que o futebol pode gerar na infraestrutura educacional e social da Palestina.










































