O técnico do Liverpool, Arne Slot, afirmou nesta quinta-feira, 19, que as instituições esportivas precisam intensificar o combate ao racismo. A declaração ocorre após o atacante brasileiro Vinicius Júnior, do Real Madrid, denunciar ter sido alvo de insultos racistas por parte de Gianluca Prestianni, do Benfica.
O incidente aconteceu durante a partida da Liga dos Campeões na última terça-feira, 17, resultando na interrupção do jogo por 11 minutos. Slot destacou que, embora o protocolo da Fifa tenha sido seguido, o futebol tem a obrigação de ser um exemplo de conduta superior ao restante da sociedade.
“Sempre se pode fazer mais para garantir que isso nunca mais aconteça”, declarou Slot em entrevista coletiva. O treinador elogiou a postura de interromper a partida imediatamente e incentivou seus próprios jogadores a agirem da mesma forma caso presenciem atos discriminatórios em campo.
A Uefa já iniciou uma investigação oficial para analisar as evidências do caso. Por outro lado, o Benfica, o técnico José Mourinho e o jogador Gianluca Prestianni negam as acusações. O episódio reacendeu o debate sobre a eficácia das punições aplicadas a clubes e atletas em competições europeias.
Para o técnico holandês, o cumprimento do protocolo é apenas o primeiro passo de uma jornada mais longa. Ele enfatizou que a conscientização deve ser contínua e que árbitros e autoridades precisam de total respaldo para tomar decisões drásticas quando o respeito básico é violado em estádios.
O Liverpool entra em campo no próximo domingo pela Premier League, mas o foco da comunidade internacional permanece voltado para as sanções que a Uefa poderá aplicar após a conclusão do inquérito. Vinicius Júnior tem sido a voz principal na luta contra a discriminação racial no futebol europeu nos últimos anos.










































