O Comitê Olímpico Internacional (COI) pediu ao atleta ucraniano de skeleton Vladyslav Heraskevych que não utilize, durante a competição, o capacete que traz imagens de atletas ucranianos mortos desde o início da invasão russa.
O acessório, apelidado pelo próprio competidor de “capacete da lembrança”, exibe 24 fotos de compatriotas vítimas da guerra. Segundo o COI, o item viola a Regra 50.2 da Carta Olímpica, que proíbe manifestações políticas no campo de competição e no pódio.
Apesar da proibição anunciada na terça-feira (10), Heraskevych voltou a treinar nesta quarta-feira (11) usando o capacete e indicou que pretende mantê-lo na prova marcada para quinta-feira (12).
Questionado se competiria “com o capacete ou nada”, o atleta respondeu: “sim”. Ele afirmou que uma possível medalha tem menos valor do que a memória das vítimas retratadas.
O porta-voz do COI, Mark Adams, declarou que a entidade “implorou” para que o ucraniano compita sem o capacete, sugerindo como alternativa o uso de uma braçadeira preta. Segundo o comitê, os atletas podem se manifestar em entrevistas e redes sociais, mas não durante a competição.
A decisão provocou críticas de autoridades ucranianas. Caso descumpra a orientação, o atleta pode enfrentar sanções, incluindo possível desclassificação.










































