A Confederação Brasileira de Futebol (CBF) lançou, nesta terça-feira, o primeiro programa de profissionalização da arbitragem nacional. O projeto inédito prevê a contratação de equipes fixas para atuar nas partidas da Série A do Brasileirão ao longo de toda a temporada. Até então, os profissionais atuavam sem vínculo formal, recebendo apenas por partida trabalhada.
O quadro inicial será composto por 72 profissionais contratados, divididos entre 20 árbitros centrais, 40 assistentes e 12 árbitros de vídeo (VAR). O modelo de remuneração inclui salários mensais, taxas variáveis e bônus por desempenho. De acordo com a CBF, o sistema contará com um ranking atualizado a cada rodada, permitindo a promoção e o rebaixamento de profissionais ao final de cada ano.
Além do suporte financeiro, os árbitros terão dedicação prioritária à atividade e contarão com apoio técnico, psicológico e físico. A rede de suporte incluirá nutricionistas, fisioterapeutas e planos de treino individualizados com monitoramento tecnológico. O presidente da entidade, Samir Xaud, destacou que a medida visa oferecer a tranquilidade e a infraestrutura que faltavam para reduzir erros e desenvolver a categoria.
O investimento total para o biênio de 2026 e 2027 será de 195 milhões de reais. O programa foi desenvolvido com a participação de 38 clubes das séries A e B, além de consultores internacionais. O novo padrão de funcionamento deve ser oficialmente implantado em março, marcando uma mudança estrutural na gestão do futebol brasileiro.








































