A Lei nº 15.100/2025 completou seu primeiro ano de vigência nesta terça-feira sob uma avaliação positiva do Ministério da Educação. Para marcar a data, o ministro Camilo Santana anunciou que o governo realizará um levantamento detalhado no primeiro semestre de 2026 para mapear como a norma transformou a rotina das instituições de ensino.
Segundo o ministro, a medida é fundamental para combater problemas como o déficit de atenção e a ansiedade, agravados pelo tempo excessivo de exposição às telas. Dados do Pisa já indicavam que oito em cada dez alunos brasileiros perdiam o foco nas aulas devido às notificações e ao uso recreativo do celular.
Relatos de estudantes e pais apontam que a restrição favoreceu a socialização presencial e o engajamento em atividades manuais e jogos de tabuleiro durante os intervalos. Professores também notaram uma mudança de comportamento, com alunos retomando o hábito de registrar conteúdos por escrito em vez de apenas fotografar o quadro.
Especialistas em saúde pública ressaltam que, embora a restrição seja necessária para o convívio social, o celular ainda pode ser um aliado educativo quando utilizado de forma planejada. O desafio atual das escolas é integrar a educação midiática e o raciocínio crítico sem permitir que a tecnologia se torne um fator de distração.
Para apoiar essa transição, o MEC disponibilizou guias práticos e planos de aula focados no uso ético das redes e na conscientização sobre o tempo de tela. Os resultados da nova pesquisa devem orientar futuras atualizações na legislação e novas políticas públicas para o bem-estar digital dos jovens.










































