Governo de RO mantém 63 rotas fluviais no coração da Amazônia que levam estudantes até escolas
Serviço de transporte fluvial garante acesso à educação para cerca de 900 estudantes ribeirinhos em Porto Velho.
Por Vanessa Moura | Secom - 50
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Fotos: Arthur Amaral
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No coração da Amazônia, o Governo de Rondônia mantém um serviço robusto de transporte escolar fluvial para estudantes matriculados nas redes estadual e municipal de Porto Velho. A estrutura é impressionante: são 65 embarcações em operação, atendendo 63 rotas ativas que cruzam o Rio Madeira e seus afluentes, alcançando aproximadamente 900 estudantes que vivem em comunidades ribeirinhas do médio e baixo Madeira.
O transporte escolar fluvial vive uma nova fase em Rondônia. É o que evidencia o governador Marcos Rocha:
“O investimento em transporte fluvial é fortalecido pelo governo e é um ato de respeito às comunidades ribeirinhas e de contribuição com o futuro dos estudantes.”
A titular da Secretaria de Estado da Educação (Seduc), Albaniza Batista de Oliveira, destaca que o investimento é feito por meio da aquisição e reforma de voadeiras e da formação de pilotos e monitores.
“Esse serviço demonstra um olhar sensível do governo para o bem-estar e o potencial de cada criança e jovem ribeirinho.”
Superação dos desafios geográficos
Os profissionais envolvidos no transporte são das comunidades ribeirinhas, o que gera oportunidades de emprego e renda para as famílias locais.
os profissionais são das comunidades ribeirinhas, o que dá oportunidades para as famílias terem emprego e renda – Fotos: Arthur Amaral
A gerente de Transportes Escolar da Seduc, Miriam Mendes, reforça o compromisso do governo em vencer barreiras geográficas e promover o desenvolvimento social:
“Isso contribui para o acesso à educação e uma vida mais digna para os estudantes, além disso, os profissionais envolvidos são das comunidades, o que valoriza e dá oportunidades para as famílias.”
O distrito de São Carlos é um polo crucial do serviço, abrigando escolas das redes municipal e estadual. A frota de embarcações percorre o Rio Madeira, Rio Jamari, Rio Verde e o Lago do Cuniã, levando os estudantes até as escolas mais próximas.
O fiscal da empresa contratada, Júlio Cesar Maia, explica:
“A gente começa a rota do Jacaré Grande, passa por Jacarezinho, Agrovila Rio Verde, Rio Verde, Brasileira, Foz do Jamari e seguimos para São Carlos. Trajeto de uma hora e 20 minutos subindo.”
Transporte escolar fluvial une gerações
Entre as embarcações, uma é pilotada por Sérgio Gaspar, ex-aluno do transporte fluvial, que hoje trabalha ao lado de seu antigo piloto, Hélio Gonçalves. Agora, os dois levam estudantes para São Carlos, entre eles Diana Moraes, filha de Sérgio, de seis anos.
“Sou triplamente grato pelo transporte fluvial do governo: como ex-aluno, piloto e pai. Pilotar aqui é desafiador, mas a gente conhece o rio, sabe onde há pedrais e bancos de areia para garantir segurança”, afirma Sérgio.
Com 18 anos de experiência, Hélio considera a atual fase do transporte escolar fluvial uma das melhores. Ele destaca o pagamento em dia, as novas embarcações e a satisfação de ver os alunos crescendo.
“É gratificante trabalhar com essa molecada, a gente os conhece crianças e depois vê profissionais formados. É bom demais, é como se fossem da família.”
A bordo, Clemir Souza, esposa de Hélio e vizinha de Sérgio, atua como monitora.
“É uma maravilha. As crianças são sapecas, mas obedecem, e a gente pega amor por elas como se fossem filhos.”
Ela é responsável por garantir o uso de coletes salva-vidas, assentos adequados e o acompanhamento dos alunos até a escola, cuidando deles durante todo o trajeto.
Cuidado e valorização
A estudante Fernanda de Oliveira, 17 anos, moradora da comunidade de Terra Caída, valoriza o apoio do transporte fluvial para chegar à Escola Juracy Lima Tavares, em São Carlos.
“Se não fosse o transporte fluvial, eu não estudaria. Meus pais não puderam concluir os estudos, e hoje valorizo cada oportunidade, como o aulão do Enem. Quero ser pediatra.”
A estudante Fernanda sonha com um futuro diferente – Fotos: Arthur Amaral
Outro estudante, Luiz Eduardo Silva, 17 anos, morador da comunidade do Rio Verde, também reconhece o impacto do serviço:
“Seria muito difícil sem o transporte. Agradeço pela facilidade de chegar à escola e pelo cuidado que recebemos. Isso faz a gente valorizar os estudos e sonhar com o futuro. Quero ser engenheiro civil.”
A diretora da EEEMF Profª Juracy Lima Tavares, Silvana Araújo de Souza, explica que o ambiente escolar acolhe alunos como Fernanda e Eduardo, garantindo o direito à Educação:
“Atendemos 111 estudantes, e cerca de 50 são atendidos pelo transporte fluvial. O serviço também chega à nossa extensão na Reserva de Cuniã, com qualidade e pontualidade.”
Na mesma região, Diana, filha de Sérgio, estuda na Escola Municipal Henrique Dias. Sua rotina começa às 5h30, quando o pai a leva até o embarque.
“Eu gosto de encontrar meus colegas e ver o rio, aves e botos. Na escola, minha matéria preferida é matemática, e quero ser médica.”
Escolas que atendem estudantes ribeirinhos por meio do transporte fluvial
Distrito de Calama:
EEEFM General Osório; EMEF Dra. Ana Adelaide Grangeiro; EMEF João de Barros Gouveia; EMEF Monte Horebe.
Distrito de Cujubim Grande:
EEEFM Raimundo Nonato Vieira da Silva; EMEF Deigmar Moraes; EMEF Ermelindo Monteiro Brasil; EMEF Heitor Villa Lobos.
Distrito de Nazaré:
EEEFM Prof. Francisco Desmoret Passos; EMEF Castro Alves; EMEF Manoel Maciel Nunes; EMEF Padre Francisco José Pucci.
Distrito de São Carlos:
EEEMF Profª Juracy Lima Tavares; EMEF Francisco Braga; EMEF Francisco José Chiquilito Coimbra Erse; EMEF Henrique Dias; EMEF Rio Verde; EMEF Vale do Jamari.
Distrito de Jaci-Paraná:
EEEFM Maria de Nazaré; EMEIEF Joaquim Vicente Rondon.
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Qual a melhor internet fibra em Porto Velho? Especialistas orientam o que analisar antes de contratar
02.03.26
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Estabilidade é mais importante que velocidade
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A recomendação é verificar se o provedor possui infraestrutura própria, monitoramento da rede e equipe técnica local para atendimento rápido.
Fibra óptica faz diferença no desempenho
A tecnologia utilizada também impacta diretamente a qualidade da conexão. A fibra óptica oferece maior estabilidade, menor latência e melhor desempenho quando há vários dispositivos conectados simultaneamente.
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Quantos megas são necessários?
A escolha do plano deve considerar o perfil de uso:
Uso básico (redes sociais e vídeos): 200 a 400 Mbps
Casas com vários dispositivos conectados: 400 a 600 Mbps
Streaming em 4K e jogos online: 600 Mbps a 1 Giga
Home office intenso e produção de conteúdo: acima de 1 Giga
Especialistas alertam que contratar menos do que o necessário pode gerar frustração, enquanto contratar além da demanda pode significar custo desnecessário.
Latência também deve ser observada
Para quem joga online ou realiza chamadas frequentes, a latência (ping) é um indicador essencial. Quanto menor o tempo de resposta, melhor será a experiência.
Atendimento local é diferencial
Outro ponto que pesa na decisão é o suporte. Ter atendimento local, com equipe na cidade, pode reduzir o tempo de solução em caso de instabilidade.
Em Porto Velho, consumidores têm buscado cada vez mais provedores que ofereçam proximidade e suporte ágil.
Cresce a demanda por fibra óptica em Rondônia
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Segundo a empresa, a proposta é unir tecnologia, estabilidade e atendimento regional para acompanhar o novo perfil de consumo digital da população.
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