Em encontro no Palácio do Planalto, o presidente Lula da Silva e o presidente boliviano Rodrigo Paz confirmaram a construção da segunda ponte internacional sobre o Rio Mamoré, ligando Guajará-Mirim ao departamento de Beni. A obra, prevista para iniciar em 2027, integra o chamado Quadrante Rondon e promete transformar o escoamento da produção rondoniense, garantindo acesso direto aos portos do Chile e Peru, com destino final aos mercados asiáticos pelo Oceano Pacífico.
A infraestrutura é considerada um divisor de águas para o agronegócio local, impactando setores de grãos, soja, sementes, lácteos e pecuária. Lula destacou que a ponte facilitará o intercâmbio de material genético, sementes e biotecnologia, com suporte técnico da Embrapa, aumentando a produtividade regional e reativando a balança comercial bilateral. A iniciativa busca posicionar Rondônia como um hub logístico estratégico na América do Sul, reduzindo custos e tempo de transporte para exportações que hoje dependem dos portos do Atlântico.
Além da logística, a segurança energética do estado e do país foi pauta central, com interesse do Brasil em ampliar a importação de gás boliviano para atender demanda industrial e doméstica. A proximidade com a Bolívia abre oportunidades em mercados de alimentos, lácteos, frutas e cana-de-açúcar. Nesta terça-feira (17), uma comitiva com 120 empresários bolivianos participa de evento em São Paulo, detalhando essas parcerias, que devem impulsionar a circulação de bens e serviços na fronteira oeste.
O projeto da ponte sobre o Rio Mamoré não só consolida a relação diplomática, como viabiliza o escoamento da soja e algodão produzidos no interior de Rondônia por um caminho mais curto e competitivo. Com o incremento do comércio bilateral, a expectativa é que o estado lidere a retomada do intercâmbio comercial, que já chegou a movimentar US$ 5,5 bilhões anuais.
Lula ressaltou o interesse do setor privado em impulsionar parcerias em alimentos, lácteos e cana-de-açúcar. O fortalecimento da parceria logística e energética com a Bolívia reforça a segurança de combustíveis do Brasil e posiciona o país como protagonista do comércio sul-americano, aproveitando a posição estratégica do país vizinho como elo entre os dois oceanos.









































