As principais distribuidoras de combustíveis do país sugeriram ao governo federal que a Petrobras assuma um papel mais ativo na importação de diesel. A proposta foi discutida nesta quinta-feira (12), em reunião no Ministério de Minas e Energia (MME), com a presença do vice-presidente Geraldo Alckmin e de representantes das pastas da Fazenda e Casa Civil. As empresas privadas, que detêm 70% do mercado nacional, argumentam que a estatal possui maior musculatura financeira e logística para absorver a volatilidade dos preços internacionais e assegurar que não haja desabastecimento.
O encontro ocorreu em um momento estratégico, logo após o governo anunciar um robusto pacote econômico para frear a escalada dos preços dos combustíveis. O foco das distribuidoras é garantir a estabilidade do fluxo de suprimento, transferindo para a Petrobras a responsabilidade de gerenciar as compras externas em larga escala, mitigando os riscos de oscilação do mercado externo para os agentes privados.
Redução de preços e impacto fiscal
Para aliviar o bolso do consumidor e conter a pressão inflacionária, o governo federal confirmou a zeragem das alíquotas de PIS/Cofins sobre o diesel, o que deve retirar R$ 0,32 do valor por litro. Adicionalmente, uma nova Medida Provisória estabelece uma subvenção de mais R$ 0,32 paga a produtores e importadores, totalizando uma redução esperada de R$ 0,64 nas bombas.
Para viabilizar o pacote, que terá um custo fiscal estimado em R$ 30 bilhões, o governo anunciou a elevação do imposto de exportação sobre óleos brutos. “O primeiro momento foi a preocupação de termos garantido o abastecimento. A segunda é a questão de preço”, destacou Geraldo Alckmin, reforçando que a cooperação com o setor privado é vital para proteger a economia brasileira dos impactos do mercado internacional de energia.









































