O comércio varejista brasileiro alcançou um patamar inédito de atividade em janeiro de 2026, impulsionado por um cenário de plena ocupação e maior acesso a recursos financeiros. De acordo com os dados do IBGE, o volume de vendas registrou alta de 0,4% na comparação com o mês anterior, igualando o topo histórico observado no final de 2025. O setor de hiper e supermercados, que representa mais da metade de todo o movimento do varejo, acompanhou o ritmo de crescimento e também atingiu o maior volume de vendas já documentado.
A solidez desse desempenho está diretamente vinculada ao momento positivo do mercado de trabalho nacional. A taxa de desemprego caiu para 5,4%, o menor índice já apurado pela Pnad, consolidando um total de 102,7 milhões de brasileiros empregados. Essa estabilidade permitiu que a massa salarial real a soma de todos os rendimentos do conjunto de trabalhadores — crescesse 2,9% em janeiro, atingindo o valor recorde de R$ 370,3 bilhões e injetando fôlego renovado no consumo das famílias.
No cenário financeiro, o consumo demonstrou resiliência diante da taxa Selic, que permanece fixada em 15% ao ano. Apesar do custo elevado do dinheiro, a oferta de crédito para pessoas físicas avançou 1,6% no primeiro mês do ano. Analistas explicam que a maior competitividade gerada pelas fintechs e a implementação do Open Finance permitiram que o mercado bancário mantivesse a concessão de recursos ativa. Esse sistema de compartilhamento de dados tem possibilitado análises de risco mais precisas, garantindo que o varejo mantenha sua trajetória de expansão mesmo sob uma política monetária restritiva.









































