A Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA) encaminhou um pedido oficial ao Ministério de Minas e Energia para elevar a mistura obrigatória de biodiesel no diesel dos atuais 15% para 17%. A medida visa mitigar os efeitos da escalada do petróleo tipo Brent, que já acumula alta de 20% desde o final de fevereiro devido aos conflitos entre EUA, Israel e Irã, atingindo o patamar de US$ 84 o barril.
De acordo com o presidente da CNA, João Martins da Silva, o aumento para o chamado “B17” fortaleceria a segurança energética nacional e reduziria a pressão sobre os custos logísticos. O setor produtivo está em alerta máximo, já que o diesel é o principal insumo para a colheita da primeira safra e o plantio da segunda. Produtores rurais já relatam aumentos de até R$ 1,00 por litro nas bombas em algumas regiões, o que ameaça a rentabilidade do agronegócio e pode gerar inflação nos alimentos.
A CNA argumenta que o Brasil possui plenas condições de atender a essa demanda imediata, visto que a safra de soja — principal matéria-prima do biocombustível — deve ser recorde este ano, com preços mais estáveis do que no período da pandemia. Além disso, a entidade lembrou que a transição para 16% (B16) já estava prevista para o início de março, mas ainda não foi efetivada pelo governo.
A decisão final cabe ao Conselho Nacional de Política Energética (CNPE), que tem reunião marcada para a próxima semana. Caso a proposta seja aceita, a mudança terá impacto direto em todos os postos de combustíveis do país, servindo como um colchão amortecedor contra a volatilidade do mercado internacional de energia e valorizando a produção agrícola nacional.









































