O mercado financeiro brasileiro registrou um dia de forte euforia nesta terça-feira (24), com o índice Ibovespa, da B3, encerrando em alta de 1,4%, aos 191.490 pontos. O desempenho marca o 13º recorde histórico em 2026, impulsionado pela entrada massiva de capital estrangeiro. No câmbio, o dólar comercial acompanhou o otimismo e fechou vendido a 5,155 reais, o menor valor registrado nos últimos 20 meses.
A valorização da bolsa foi disseminada entre os principais setores da economia. Somente em fevereiro, o ganho acumulado chega a 5,58%, enquanto o rendimento no ano atinge 18,85%. Investidores internacionais redirecionaram recursos para países emergentes após o governo de Donald Trump confirmar uma tarifa de importação global de 10%, valor inferior aos 15% que eram aguardados pelo mercado.
Fatores internos e externos favorecem o Brasil
No cenário doméstico, a confiança dos investidores foi reforçada pela arrecadação recorde registrada em janeiro e pela redução no déficit das contas externas. Esses indicadores fiscais positivos ajudaram a derrubar as taxas de juros futuros, o que favorece diretamente as empresas listadas em bolsa. O equilíbrio das contas públicas tem sido um dos pilares para atrair o fluxo financeiro de fora do país.
O recuo do dólar, que caiu pela quarta vez consecutiva, reflete a queda de 6,08% da moeda em 2026. A cotação atual é a mais baixa desde maio de 2024. Analistas apontam que a combinação de dados econômicos internos sólidos com a moderação de medidas protecionistas nos Estados Unidos criou um ambiente ideal para a valorização dos ativos brasileiros no curto prazo.
Perspectivas para os próximos meses
Apesar do otimismo, o mercado permanece atento aos desdobramentos da política comercial norte-americana. A manutenção do fluxo de capital externo dependerá da continuidade dos bons resultados fiscais no Brasil e da estabilidade das taxas de juros globais. Especialistas acreditam que, se a tendência persistir, a bolsa pode buscar novas resistências acima dos 195 mil pontos ainda neste semestre.
Ibovespa: Alta de 1,4%, atingindo 191.490 pontos.
Câmbio: Dólar em queda, cotado a 5,155 reais.
Acumulado: Bolsa sobe 18,85% desde o início do ano.
Impacto: Tarifas dos EUA menores que o esperado atraem investidores.
A queda da moeda estrangeira também traz alívio para a inflação, uma vez que barateia produtos importados e insumos industriais. Para o consumidor final, a manutenção do dólar em níveis mais baixos pode resultar em preços mais estáveis nas prateleiras e nos combustíveis, caso a tendência de baixa se consolide nas próximas semanas de negociação.










































