O Banco Central (BC) informou, nesta quinta-feira (19), que o Índice de Atividade Econômica (IBC-Br) fechou o ano de 2025 com uma alta de 2,5%. O resultado foi impulsionado principalmente pelo setor agropecuário, que disparou 13,1%, seguido pelo setor de serviços, com 2,1%, e pela indústria, que cresceu 1,5%.
Embora o saldo anual seja positivo, o indicador registrou um recuo de 0,2% no mês de dezembro em comparação a novembro. No entanto, quando comparado ao mesmo mês do ano anterior, a atividade econômica avançou 3,1%. Os dados servem como base para o Comitê de Política Monetária (Copom) avaliar a saúde da economia nacional.
Atualmente, a taxa básica de juros, a Selic, está fixada em 15% ao ano. O patamar elevado é utilizado para controlar a inflação, que encerrou 2025 em 4,44%, dentro do intervalo de tolerância da meta. O Copom já sinalizou que deve iniciar a redução gradual dos juros na próxima reunião, marcada para o mês de março.
O IBC-Br é considerado um sinalizador importante, mas difere do Produto Interno Bruto (PIB) oficial, medido pelo IBGE. Enquanto o índice do BC foca na orientação da política monetária, o PIB, que consolidará o crescimento total do país em 2025, tem sua divulgação oficial programada para o dia 3 de março.
Com a inflação sob controle e a economia operando próxima de seu potencial, o mercado financeiro aguarda as próximas movimentações do governo para estimular o consumo e o investimento. A manutenção de juros restritivos ainda reflete a cautela do Banco Central diante da dinâmica do mercado de trabalho e dos preços de combustíveis.




































