O Banco Central decretou a liquidação extrajudicial do Banco Pleno, incluindo no mesmo regime a Pleno Distribuidora Títulos e Valores Mobiliários. A decisão foi anunciada em Brasília e, segundo a autoridade monetária, decorre do comprometimento da situação econômico-financeira do conglomerado, marcado por perda de liquidez e descumprimento de normas regulatórias.
De acordo com o Banco Central, o conglomerado Pleno é classificado como instituição de pequeno porte dentro do sistema financeiro, representando fração reduzida dos ativos e captações totais do país. Ainda assim, a deterioração financeira levou à adoção do regime especial, que tem como objetivo preservar a estabilidade do sistema e assegurar a condução ordenada das responsabilidades da instituição.
Relação com o Banco Master
O Banco Pleno integrou até 2025 o conglomerado do Banco Master, instituição associada ao banqueiro Daniel Vorcaro, investigado na Operação Compliance Zero. As apurações envolvem suspeitas de concessão irregular de créditos e movimentações financeiras que, segundo investigações, podem alcançar cifras bilionárias.
Atualmente, o Banco Pleno é presidido por Augusto Ferreira Lima, ex-executivo do Banco Master. O Banco Central informou que a liquidação também considera indícios de infrações administrativas e descumprimento de determinações da autoridade reguladora.
Próximos passos
Com a liquidação extrajudicial, a instituição passa a ter sua administração substituída por interventores designados pelo Banco Central, que conduzirão o encerramento das operações, a apuração de ativos e passivos e eventuais responsabilidades.
O BC informou que poderá adotar novas medidas administrativas, inclusive a indisponibilidade de bens de controladores e gestores, caso sejam confirmadas irregularidades. As conclusões poderão ser encaminhadas a outras autoridades competentes para eventuais providências legais.










































