A busca pela formalização entre os trabalhadores ambulantes atingiu um patamar recorde no último ano. Segundo o DataSebrae, o registro de Microempreendedores Individuais (MEI) nessa categoria saltou de 38 mil em 2023 para mais de 56 mil em 2025, representando um aumento de 45% no período.
O movimento reflete a necessidade desses profissionais em garantir segurança jurídica e acesso a benefícios previdenciários. São Paulo lidera o ranking nacional com 16 mil novas formalizações, seguido pelo Rio de Janeiro, com 6,5 mil, e pela Bahia, que registrou 2,9 mil novos microempreendedores no setor.
O Sebrae associa este crescimento ao aquecimento dos grandes eventos populares, como o Carnaval. A instituição estima que a folia deste ano deva movimentar R$ 18,6 bilhões, sendo que a maior parte dos serviços de alimentação e transporte é suprida por pequenos negócios e microempreendedores.
Em Salvador, os pequenos negócios já dominam setores estratégicos, representando 98,6% dos estabelecimentos de bares e restaurantes. Para apoiar esses profissionais, o Sebrae realiza ações de fomento no circuito Barra-Ondina, visando capacitar os ambulantes para o atendimento aos turistas.
A formalização como MEI permite que o ambulante tenha um CNPJ, emita notas fiscais e tenha acesso a crédito bancário. O modelo é restrito a quem fatura até R$ 81 mil anuais e permite a contratação de um funcionário, funcionando como uma porta de entrada para o empreendedorismo legalizado.
Com a expectativa de um fluxo intenso de turistas, as autoridades e entidades de apoio esperam que a formalização ajude a organizar o comércio de rua. A tendência é que o número continue subindo conforme cresce a profissionalização do trabalho autônomo nas metrópoles brasileiras.







































