O Tesouro Nacional oficializou nesta segunda-feira (9) o resultado da primeira emissão de títulos soberanos no mercado externo em 2026. A operação financeira movimentou um total de US$ 4,5 bilhões, impulsionada pelo lançamento do novo título de dez anos, o Global 2036.
A captação contou com a emissão de US$ 3,5 bilhões para o Global 2036, valor considerado recorde para papéis com esse prazo de vencimento. Os investidores que adquiriram os títulos receberão juros de 6,4% ao ano, com pagamentos de cupons semestrais programados para maio e novembro.
Além do novo título, o governo brasileiro promoveu a reabertura do Global 2056, captando US$ 1 bilhão com prazo de trinta anos. Este papel registrou o menor spread (taxa de risco) desde 2014, indicando uma percepção de estabilidade do Brasil perante os grandes fundos internacionais.
A demanda pelos títulos brasileiros superou em quase três vezes o volume ofertado inicialmente, atingindo cerca de US$ 12 bilhões em intenções de compra. Segundo o Tesouro, esse interesse demonstra a robustez e a atratividade da dívida pública soberana no cenário global atual.
Os recursos captados na transação, coordenada por bancos como HSBC e Santander, serão integrados às reservas internacionais do país no próximo dia 19 de fevereiro. O movimento financeiro fortalece a posição externa do Brasil e garante maior previsibilidade para a gestão da dívida nacional.
Especialistas apontam que a manutenção de spreads baixos é um indicador positivo para a credibilidade do país. Os resultados da operação servem como termômetro para a política econômica brasileira frente às oscilações e incertezas do mercado financeiro mundial.







































