Os investimentos institucionais em ações alcançaram R$ 1,7 trilhão em 2025 no mercado à vista da B3, consolidando um dos anos mais fortes da bolsa brasileira. Desse total, R$ 997,4 bilhões foram direcionados especificamente para ações, segundo dados da plataforma Datawise+, operada pela própria B3 em parceria com a empresa Neoway.
Na comparação entre dezembro de 2024 e dezembro de 2025, o volume financeiro negociado no mercado à vista cresceu 15%. No segmento de ações, o avanço foi ainda mais expressivo, chegando a 25% no mesmo período, impulsionado pela valorização dos ativos e pelo aumento da participação de grandes investidores.
O desempenho acompanha o bom momento do mercado financeiro nacional, com o principal índice da bolsa brasileira atingindo o patamar histórico de 186 mil pontos ao longo de 2025. Investidores institucionais, como fundos de pensão, seguradoras, bancos e fundos de investimento, foram os principais responsáveis pelo crescimento dos aportes.
Entre os setores mais procurados, energia, bancos e mineração lideraram as aplicações. As empresas do setor de energia concentraram R$ 130,4 bilhões em investimentos, com destaque para a Petrobras, que recebeu R$ 67,9 bilhões, seguida por Prio, Axia Energia e Equatorial Energia.
No setor bancário, os aportes totalizaram R$ 114,5 bilhões. O Itaú Unibanco liderou com R$ 45 bilhões, seguido pelo Banco do Brasil, com R$ 37,8 bilhões, e pelo Bradesco, que recebeu R$ 31,7 bilhões.
A mineração também teve forte presença entre os investimentos institucionais. As ações da Vale concentraram R$ 86 bilhões em aportes, figurando entre os papéis mais negociados do ano.
Completam a lista das dez ações com maior volume de investimentos o papel da própria B3, que recebeu R$ 22 bilhões, e a Localiza, com R$ 20,8 bilhões. Os números reforçam o papel dos investidores institucionais como agentes centrais na dinâmica do mercado de capitais brasileiro.










































