O mercado financeiro teve um dia de ajustes nesta sexta-feira (30), marcado pela alta do dólar e pela queda da bolsa brasileira, após a indicação do presidente Donald Trump para o comando do Banco Central dos Estados Unidos. Mesmo com o movimento de correção, janeiro terminou com resultados expressivos: o dólar acumulou a maior queda em sete meses e o Ibovespa registrou o melhor desempenho mensal desde novembro de 2020.
O dólar comercial encerrou o dia vendido a R$ 5,248, com avanço de 1,03%. A moeda abriu próxima da estabilidade, mas ganhou força no decorrer do pregão depois que Trump indicou Kevin Warsh para presidir o Federal Reserve (Fed), o banco central norte-americano.
Apesar da alta desta sexta, a divisa norte-americana fechou janeiro com queda acumulada de 4,4%, o melhor desempenho mensal desde junho do ano passado. Somente nesta semana, o recuo foi de 0,73%.
Bolsa recua no dia, mas fecha mês histórico
No mercado de ações, o índice Ibovespa, da B3, terminou o pregão aos 181.364 pontos, com baixa de 0,97%. O indicador chegou a subir no início da tarde, mas perdeu força e passou a recuar, influenciado por fatores externos e internos.
Ainda assim, o resultado mensal foi positivo: a bolsa brasileira encerrou janeiro com alta de 12,56%, o melhor desempenho em um mês desde novembro de 2020, quando o mercado começava a se recuperar do impacto inicial da pandemia de covid-19.
Indicação ao Fed impulsiona dólar globalmente
Os fatores internacionais dominaram as negociações. A indicação de Warsh, ex-diretor do Fed, elevou o dólar em diversos países, reduzindo a perda de valor da moeda nas últimas semanas.
O nome escolhido é bem conhecido no mercado financeiro e, até recentemente, defendia uma postura mais conservadora na política monetária, o que reforçou expectativas de juros mais altos nos Estados Unidos — cenário que costuma fortalecer o dólar no mundo inteiro.
Realização de lucros pressiona ações
Além do cenário externo, a queda do Ibovespa também refletiu a chamada realização de lucros, quando investidores aproveitam a valorização recente das ações para vender papéis e garantir os ganhos acumulados.
Mesmo com o ajuste desta sexta-feira, o mês de janeiro terminou como um dos mais positivos para o mercado acionário brasileiro nos últimos anos.











































