As contas públicas brasileiras fecharam o ano de 2025 com um déficit primário de R$ 55,021 bilhões. Os dados foram divulgados nesta sexta-feira (30) pelo Banco Central e revelam um desempenho inferior ao registrado no ano de 2024.
O resultado negativo representa 0,43% do Produto Interno Bruto (PIB) nacional. Segundo o relatório, o crescimento das despesas obrigatórias superou o avanço das receitas, mesmo diante de uma arrecadação considerada recorde pelo governo federal.
O déficit primário não contabiliza o pagamento de juros da dívida pública. Quando incluídos esses encargos, o rombo nominal atingiu R$ 1,062 trilhão, influenciado pela taxa Selic em 15%, o maior patamar registrado desde meados de 2006.
Enquanto a União enfrentou dificuldades, estados e municípios contribuíram positivamente com um superávit de R$ 9,5 bilhões. As empresas estatais também fecharam o ano no vermelho, embora tenham reduzido o prejuízo em comparação ao exercício anterior.
A dívida líquida do setor público atingiu 65,3% do PIB, o maior percentual da série histórica. O Banco Central atribui o endividamento ao déficit acumulado, ao impacto dos juros e às variações no mercado de câmbio ao longo de 2025.











































