O Brasil encerrou o ano de 2025 com a menor taxa de desemprego desde o início da série histórica, em 2012. Segundo dados da Pnad Contínua, divulgados pelo IBGE nesta sexta-feira (30), o índice fixou-se em 5,6%, uma queda expressiva frente aos 6,6% registrados no ano anterior.
O resultado surpreendeu especialistas devido ao cenário de juros elevados, com a taxa Selic em 15%. Segundo o IBGE, o consumo das famílias em setores não dependentes de crédito, como alimentação e vestuário, foi o principal motor para a manutenção das vagas de trabalho.
A economia alcançou a marca de 103 milhões de pessoas ocupadas. O rendimento médio mensal do trabalhador também atingiu um patamar recorde, chegando a R$ 3.560, o que representa um crescimento real de 5,7% em comparação ao período anterior.
A pesquisadora Adriana Beringuy explica que a valorização do salário mínimo e o controle da inflação beneficiaram especialmente os trabalhadores de menor escolaridade. O setor de comércio segue como o maior empregador do país, com 19,5 milhões de postos.
Apesar da redução na desocupação, o trabalho por conta própria cresceu 2,4%, somando 26,1 milhões de brasileiros. Paralelamente, o número de empregados com carteira assinada atingiu 38,9 milhões, o nível mais alto já registrado pela instituição.











































