O mercado financeiro brasileiro viveu mais um dia de otimismo nesta quarta-feira, 28, com o índice Ibovespa encerrando aos 184.691 pontos. Com uma alta de 1,52%, a bolsa de valores atingiu seu oitavo recorde em apenas onze sessões, acumulando uma valorização expressiva de quase 12% nas últimas duas semanas.
O cenário foi favorecido pela decisão do Federal Reserve em manter os juros nos Estados Unidos entre 3,5% e 3,75% ao ano. A estabilidade na maior economia do mundo, somada à sinalização do Banco Central do Brasil de que iniciará cortes na taxa Selic a partir de março, atraiu investidores para o mercado de ações nacional.
No câmbio, o dólar comercial apresentou oscilações, mas fechou estável em R$ 5,20. Durante a manhã, a moeda chegou a cair para R$ 5,17, o menor patamar desde maio de 2025, mas recuperou fôlego ao longo da tarde devido a movimentos de compra por investidores que aproveitaram a cotação baixa.
A manutenção da Selic em 15% ao ano, embora criticada por setores produtivos, continua garantindo ao Brasil um diferencial de juros que atrai capital estrangeiro. Esse fluxo de recursos é um dos principais fatores que explicam a queda acumulada de mais de 5% da moeda americana frente ao real desde o início de 2026.










































