O Comitê de Política Monetária (Copom) do Banco Central decidiu, nesta quarta-feira, 28, manter a taxa Selic em 15% ao ano. A decisão, tomada por unanimidade, interrompe a sequência de elevações iniciada em 2024 e mantém os juros básicos da economia brasileira no patamar mais elevado das últimas duas décadas.
Apesar da manutenção, o Banco Central trouxe uma sinalização importante para o mercado financeiro e para o setor produtivo. No comunicado oficial, os diretores afirmaram que preveem iniciar a flexibilização da política monetária na próxima reunião, agendada para março, desde que o cenário de inflação continue controlado.
A Selic é a principal ferramenta do governo para frear a alta de preços. Quando os juros sobem, o crédito fica mais caro, o que desestimula o consumo e a produção. Atualmente, o Brasil possui um dos maiores juros reais do mundo, o que tem gerado críticas de entidades industriais e centrais sindicais pelo impacto no crescimento do PIB.
No fechamento de 2025, a inflação oficial (IPCA) ficou em 4,26%, permanecendo dentro do teto da meta estabelecida pelo Conselho Monetário Nacional. Para 2026, a projeção do Banco Central é de que o índice fique em torno de 3,5%, enquanto o mercado financeiro, através do Boletim Focus, estima uma taxa de 4%.
A reunião desta semana ocorreu com o colegiado incompleto, após o encerramento dos mandatos de dois diretores no fim de 2025. O governo deve indicar os substitutos em fevereiro, logo após o retorno do Congresso Nacional. Até lá, a autoridade monetária reforça que manterá a vigilância para garantir a convergência dos preços à meta.










































