O Banco Central realiza hoje a sua primeira reunião de 2026 para definir o futuro da taxa Selic, atualmente fixada em 15% ao ano. O encontro ocorre em Brasília com o quórum reduzido, devido ao encerramento dos mandatos de dois diretores da instituição no final do ano passado.
A expectativa majoritária do mercado financeiro é de que os juros sejam mantidos no nível atual, o mais alto registrado desde julho de 2006. A medida visa assegurar que a inflação convirja para a meta contínua de 3%, estabelecida pelo Conselho Monetário Nacional para este ano.
Embora a inflação geral tenha dado sinais de desaceleração, o custo dos serviços continua pressionando os índices de preços. Por outro lado, a recente queda do dólar, que voltou a patamares próximos de R$ 5,20, gera discussões sobre a possibilidade de cortes futuros na taxa básica.
O sistema de meta contínua, em vigor desde o ano passado, exige que o Banco Central monitore a inflação acumulada em 12 meses de forma constante. Com o teto da meta em 4,5%, a autoridade monetária tem adotado um tom de cautela para evitar o descontrole dos preços e a desvalorização da moeda.
A decisão oficial será anunciada ao final do dia e servirá como bússola para os investimentos e o custo do crédito no país. Juros elevados tendem a controlar o consumo, mas também podem frear a expansão da atividade econômica em diversos setores produtivos.








































