A Dívida Pública Federal (DPF) encerrou o ano de 2025 com uma alta expressiva de 18%, atingindo o patamar de R$ 8,635 trilhões. De acordo com os dados divulgados pelo Tesouro Nacional nesta quarta-feira (28), o crescimento reflete o impacto direto das taxas de juros elevadas e a necessidade de financiamento do governo.
O principal fator para o aumento do estoque foi a apropriação de juros, que somou R$ 879,9 bilhões ao longo dos doze meses. Além disso, o Tesouro emitiu R$ 439,06 bilhões a mais do que resgatou, mantendo o indicador dentro dos limites revisados do Plano Anual de Financiamento (PAF).
Com a Taxa Selic em 15% ao ano, o custo de manutenção da dívida interna tornou-se um desafio para as contas públicas. A dívida mobiliária interna avançou mais de 19%, enquanto a dívida externa apresentou um recuo anual de 6,62%, beneficiada pela trajetória do dólar no período.
O governo utiliza a emissão de títulos públicos para captar recursos de investidores e honrar seus compromissos financeiros. Em troca, compromete-se a devolver os valores com correções baseadas em indicadores como a inflação, a taxa básica de juros ou o câmbio.
Apesar do crescimento do estoque, o chamado “colchão da dívida” fechou o ano em R$ 1,187 trilhão. Essa reserva financeira garante que o governo consiga honrar os vencimentos de curto prazo, cobrindo atualmente pouco mais de sete meses de obrigações futuras.
Especialistas apontam que a composição da dívida revela uma preferência por títulos vinculados à Selic, que agora representam 48,25% do total. Papéis prefixados e corrigidos pela inflação completam o quadro, demonstrando a cautela do mercado diante das incertezas econômicas.
O prazo médio para o refinanciamento da dívida oscilou para 4 anos ao final de dezembro. Manter prazos longos é considerado essencial para demonstrar a confiança dos investidores estrangeiros e nacionais na capacidade de pagamento do Estado brasileiro.








































