O mercado financeiro brasileiro atingiu patamares históricos nesta quarta-feira, com o índice Ibovespa encerrando aos 171.817 pontos após uma valorização de 3,33%. O movimento foi sustentado por um alívio nas tensões geopolíticas envolvendo os Estados Unidos e a União Europeia, o que elevou o apetite global por risco.
O dólar acompanhou o otimismo e fechou em queda de 1,1%, cotado a 5,32 reais, o menor nível registrado desde o início de dezembro de 2025. O recuo da moeda norte-americana foi intensificado após declarações do presidente Donald Trump descartando o uso de força e tarifas agressivas em disputas sobre a Groenlândia.
O volume financeiro na B3 somou 43,3 bilhões de reais, refletindo a entrada massiva de investidores internacionais. Somente na primeira metade de janeiro, o saldo líquido estrangeiro no país já acumula 7,6 bilhões de reais, atraído pela redução dos rendimentos dos títulos do Tesouro dos Estados Unidos.
A queda nos juros externos torna os mercados emergentes, como o Brasil, mais atrativos para o capital especulativo e produtivo. Além do cenário externo, dados do Banco Central confirmam uma entrada líquida de 1,54 bilhão de dólares na via financeira em janeiro, o que amplia a oferta da divisa e derruba as cotações.
Historicamente, o mercado brasileiro apresenta forte correlação com as decisões de política externa de Washington. A mudança de tom na Casa Branca em relação à governança global trouxe estabilidade para o câmbio, permitindo que o Ibovespa superasse marcas de resistência técnica importantes de forma consistente.
Apesar da liquidação extrajudicial do Will Bank anunciada recentemente, os investidores mantiveram o foco nos indicadores macroeconômicos e no fluxo de capitais. Analistas apontam que a manutenção deste humor positivo dependerá da continuidade da estabilidade nas relações comerciais entre as grandes potências mundiais.











































