O ministro da Fazenda, Fernando Haddad, declarou nesta segunda-feira, 19 de janeiro, que o crescimento da dívida pública brasileira não deve ser atribuído ao excesso de gastos, mas sim ao patamar dos juros reais. Segundo o ministro, o país reduziu o déficit primário em 70% nos últimos dois anos.
Haddad destacou que o déficit registrado no ano passado foi de 0,48% do Produto Interno Bruto (PIB), mesmo considerando gastos excepcionais com o INSS e precatórios. Ele comparou o dado com projeções de gestões anteriores, que superavam 1,6% do PIB, para reforçar que o ajuste fiscal está em curso.
Sobre a política monetária, o chefe da Fazenda defendeu que existe margem para cortes na taxa Selic, atualmente fixada em 15%. Apesar da pressão por juros menores, ele elogiou a conduta de Gabriel Galípolo na presidência do Banco Central, citando a responsabilidade no enfrentamento de crises herdadas.
O ministro também propôs mudanças na regulação financeira, sugerindo que o Banco Central assuma a fiscalização de fundos de investimento, tarefa hoje sob responsabilidade da CVM. Para ele, o BC precisa ampliar seu perímetro regulatório para garantir maior controle sobre o impacto desses fundos na contabilidade pública.
Ao comentar sobre críticas relacionadas à carga tributária, Haddad afirmou que se sente satisfeito por ser associado à taxação de offshores e grandes fortunas. Ele enfatizou que o foco da arrecadação tem sido setores que antes não contribuíam, como as apostas esportivas e fundos exclusivos de bilionários.










































