A produção de veículos no Brasil deve registrar um crescimento de 3,7% ao longo de 2026, segundo projeções divulgadas nesta quinta-feira (15) pela Associação Nacional dos Fabricantes de Veículos Automotores (Anfavea). O desempenho será sustentado principalmente pelos veículos leves, cuja fabricação deve subir 3,8% no período.
Apesar do viés de alta, o setor mantém um otimismo contido. O presidente da Anfavea, Igor Calvet, destacou que o ano será marcado por fatores de imprevisibilidade, como as tensões geopolíticas que afetam o fornecimento de peças e a proximidade da entrada em vigor da reforma tributária, prevista para 2027.
Em 2025, a indústria automotiva brasileira fabricou 2,6 milhões de unidades, um avanço de 3,5% em comparação ao ano anterior. O resultado garantiu ao país a oitava posição no ranking mundial de produção. No mercado interno, as vendas somaram 2,69 milhões de unidades, colocando o Brasil como o sexto maior mercado global de veículos.
Um ponto de atenção para 2026 é o segmento de caminhões, que sofreu retração de 46,4% na produção no último ano devido às altas taxas de juros, que atualmente estão em 15%. Para reverter esse cenário, o setor aposta no programa Move Brasil, iniciativa do governo federal que oferece linhas de crédito facilitadas para a renovação da frota pesada.
No comércio exterior, as exportações saltaram 32,1% em 2025, com destaque para o mercado argentino. Para este ano, a expectativa é de uma estabilização, com crescimento estimado em 1,3%. A Anfavea também projeta uma redução nas importações, motivada pelo início da produção local de novas fabricantes que antes traziam veículos de fora, especialmente da China.








































