A valorização do salário mínimo e a isenção do Imposto de Renda para trabalhadores que ganham até R$ 5 mil devem injetar R$ 110 bilhões na economia brasileira em 2026. A estimativa foi apresentada pelo ministro do Trabalho e Emprego, Luiz Marinho, durante entrevista ao programa Bom Dia, Ministro.
Segundo o ministro, apenas o reajuste do salário mínimo, que passou a vigorar neste ano, deverá movimentar mais de R$ 80 bilhões na economia. O novo valor representa um aumento real e reforça o papel da política de valorização da renda como indutora do crescimento econômico.
Luiz Marinho destacou que, sem as políticas adotadas desde o primeiro governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, o salário mínimo atual seria cerca da metade do valor praticado. Ele ressaltou que a regra considera a inflação acumulada e o crescimento real do Produto Interno Bruto (PIB).
Política de valorização da renda
De acordo com o ministro, até o início dos anos 2000 o salário mínimo era reajustado apenas pela inflação, sem ganhos reais. A mudança de metodologia permitiu aumento consistente do poder de compra dos trabalhadores ao longo dos governos Lula e Dilma Rousseff, política que foi interrompida entre 2017 e 2022.
“O salário mínimo é uma política muito eficiente. Sem ela, o valor atual estaria em torno de R$ 823. Hoje, é praticamente o dobro disso”, afirmou Luiz Marinho, ao defender os impactos sociais e econômicos da medida.
Isenção do Imposto de Renda
Além do salário mínimo, a isenção do IR para quem recebe até R$ 5 mil beneficiará cerca de 10 milhões de brasileiros. Já os trabalhadores com renda entre R$ 5 mil e R$ 7,35 mil terão redução na carga tributária, ampliando o número total de beneficiados para aproximadamente 16 milhões de pessoas.
Para o ministro, a combinação das duas medidas fortalece o consumo e gera um ciclo positivo na economia. “Começamos o ano com crescimento da renda, especialmente dos menores salários. Isso ajuda o emprego e faz a economia girar”, avaliou.
Impacto direto no contracheque
Os efeitos da isenção do Imposto de Renda e da valorização do salário mínimo serão percebidos nos salários pagos a partir de fevereiro. Luiz Marinho afirmou que muitos trabalhadores sentirão o impacto como um aumento real significativo no contracheque.
“Vai sobrar dinheiro para investir nas necessidades da família, na educação, em bens duráveis ou até em poupança. Isso movimenta o comércio e fortalece a economia”, concluiu.











































