Falta uma semana para o desfile da Banda do Vai Quem Quer (BVQQ), considerada o maior bloco de rua da Amazônia. No próximo sábado, 14 de fevereiro, o tradicional cortejo carnavalesco volta a ocupar as principais avenidas do centro de Porto Velho, celebrando 46 anos de história com marchinhas, frevo e a participação de centenas de milhares de foliões.
A expectativa da organização é repetir — ou até superar — o público da última edição, que reuniu cerca de 250 mil pessoas. O evento é um dos mais aguardados do calendário cultural da capital e simboliza a abertura oficial do Carnaval de rua da cidade.
A presidente da BVQQ, Siça Andrade, afirma que a diretoria está na reta final dos preparativos. Segundo ela, a prioridade é garantir estrutura e segurança para receber o público. A dirigente também reforça o convite para que os foliões participem com espírito de confraternização e respeito, mantendo a tradição festiva que marca o bloco desde sua criação.
A concentração está marcada para as 15h, na Praça das Três Caixas D’Água, na Avenida Carlos Gomes. O desfile começa às 17h, com trios elétricos puxando o cortejo pelas ruas históricas do centro, transformando a região em um grande corredor cultural e musical.
Trajeto tradicional e mensagem social
O percurso seguirá o trajeto consagrado da banda, passando pelas avenidas Carlos Gomes, Joaquim Nabuco e 7 de Setembro. O desfile preserva características que consolidaram a BVQQ como patrimônio cultural da cidade, unindo tradição carnavalesca e identidade regional.
Neste ano, o bloco reforça uma mensagem social. O abadá oficial será na cor roxa, em apoio à conscientização sobre o combate à violência contra a mulher e à promoção de uma cultura de paz. Os kits ainda podem ser adquiridos na sede da banda, na Rua Joaquim Nabuco, ou em unidades dos supermercados parceiros.
Criada no fim da década de 1970, a Banda do Vai Quem Quer cresceu junto com Porto Velho e se tornou símbolo da resistência cultural do Carnaval de rua amazônico. A cada edição, o bloco reafirma seu papel como espaço de encontro, diversidade e celebração popular.









































