As condições climáticas registradas entre 1º e 24 de fevereiro apontam predomínio de chuvas em grande parte do Brasil, cenário que favoreceu o desenvolvimento dos cultivos de primeira e segunda safra. As informações constam na edição de fevereiro do Boletim de Monitoramento Agrícola, divulgado no Portal da Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) na quinta-feira (26).
Segundo o levantamento, os maiores acumulados de precipitação foram observados na região Norte e na faixa que se estende do Amazonas ao Centro-Oeste e Sudeste. A distribuição das chuvas contribuiu para a manutenção do armazenamento hídrico no solo, garantindo condições favoráveis ao desenvolvimento das lavouras em praticamente todas as áreas monitoradas.
No Matopiba e em partes do Semiárido nordestino, as precipitações foram menos significativas, mas ainda assim beneficiaram a semeadura e o desenvolvimento das culturas. Já na região Sul, os volumes ficaram abaixo do esperado, especialmente no Rio Grande do Sul, onde a maior parte das lavouras de soja se encontrava em fase de floração e enchimento de grãos. A restrição hídrica no estado impactou o potencial produtivo e já provocou redução nas estimativas de produtividade em diversas áreas.
Desenvolvimento das lavouras
Os dados espectrais analisados pela Conab indicam condições favoráveis de desenvolvimento para os cultivos de primeira e segunda safra na maior parte do país. O índice de vegetação apresentou evolução acima da média histórica durante períodos críticos da soja.
Diferenças mais expressivas foram registradas no sudoeste de Mato Grosso do Sul, no oeste catarinense e no noroeste do Rio Grande do Sul, reflexo da restrição hídrica enfrentada em safras anteriores. No território gaúcho, entretanto, essa diferença diminuiu, e o índice atual se aproxima dos padrões observados em ciclos anteriores, ainda que estes tenham apresentado potencial produtivo reduzido.
Milho segunda safra e ritmo de plantio
A distribuição irregular das chuvas também influenciou o ritmo de semeadura do milho segunda safra. Em Mato Grosso, o plantio avançou de forma significativa, acompanhando o ritmo da colheita da soja.
No Paraná, o plantio está atrasado e, em algumas regiões, não evoluiu devido à baixa umidade no solo. Em Mato Grosso do Sul, o retorno das chuvas favoreceu o avanço da semeadura, com áreas já implantadas apresentando bom desenvolvimento.
Em Goiás e Minas Gerais, o excesso de precipitações tem atrasado o plantio, reduzindo a janela ideal de cultivo. Já no Tocantins, a semeadura acelerou e as áreas emergidas apresentam boas condições.
Colheita da soja
A colheita da soja manteve progressão consistente em estados como Mato Grosso. No Rio Grande do Sul, no entanto, as precipitações irregulares e de baixo volume comprometeram o desempenho das lavouras em parte significativa do estado.
Em regiões do Centro-Oeste e Sudeste, as chuvas regulares e intensas ajudaram a preservar a umidade do solo, embora tenham provocado impactos pontuais na colheita em determinadas áreas.
O boletim completo, com mapas, gráficos e análises detalhadas sobre o comportamento climático e o desenvolvimento das lavouras nas principais regiões produtoras, está disponível no Portal da Conab.








































