Durante sessão na Assembleia Legislativa de Rondônia, a deputada estadual Dra. Taíssa Sousa (Podemos) alertou sobre a situação crítica da BR-425, afetada por alagamentos que têm deixado comunidades isoladas em Guajará-Mirim e Nova Mamoré.
Diante da urgência, a parlamentar esteve em Brasília no dia 24, onde se reuniu com a chefia do Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes (DNIT) para solicitar um estudo técnico visando o levantamento da rodovia. O objetivo é encontrar uma solução definitiva que impeça o isolamento frequente da região durante períodos de cheia.
“Fui até Brasília para reforçar a necessidade de um estudo de viabilidade para o levantamento da BR-425. Essa situação não pode continuar se repetindo. Muitas famílias estão sofrendo, crianças não conseguem ir à escola e o deslocamento se torna um grande desafio”, destacou a deputada.
Medidas emergenciais e apoio de diferentes frentes
A deputada também agradeceu o apoio de diversas instituições no enfrentamento da situação. O Exército Brasileiro chegou a avaliar a instalação de uma ponte emergencial, mas a estrutura disponível não era adequada para a extensão necessária. Como alternativa, guinchos foram posicionados nos pontos mais críticos para auxiliar a passagem de veículos e pedestres. Além disso, o Departamento de Estradas de Rodagem (DER) deu início à construção de um desvio emergencial, com o aval do governador Marcos Rocha.
“A situação era grave, e os moradores precisavam de uma solução rápida. Antes do desvio, o trajeto até Guajará-Mirim e Nova Mamoré levava até cinco horas a mais. Agora, com o trecho reduzido de 9 km para 1.600 metros, o deslocamento melhorou significativamente”, ressaltou.
A deputada também destacou o alerta emitido pelo Departamento de Beni, na Bolívia, sobre a continuidade das chuvas, o que pode agravar ainda mais a situação. Por isso, reforçou a necessidade de medidas a longo prazo para garantir a segurança e a trafegabilidade da BR-425 e da RO-420, que atualmente serve como rota alternativa.
“Precisamos de ações concretas para evitar que esse problema volte a ocorrer. O estudo técnico deve avançar e, assim que o período chuvoso terminar, as obras estruturais precisam começar. Nossa população e o escoamento da produção não podem mais ser prejudicados”, finalizou a deputada.