O Amazonas tem disputado com Israel, a audiência que resume as péssimas notícias abrangendo catástrofes. Localizado na Região Norte, o Amazonas detém com o Pará a maior parte da Floresta Amazônica. Ultimamente, o estado, assim como outros na porção Norte tem sofrido com a estiagem. Más, o Amazonas pela experiencia é um caso a parte.
Não bastasse o problema dos rios secando, o estado tem incluído no ‘combo’ das catástrofes climáticas, os incêndios florestais de caráter criminoso. A situação é tão preocupante, que esta semana, a capital Manaus foi alçada por organismos internacionais, na categoria de pior qualidade do ar de todo o globo terrestre.

Na tentativa de se redimir de um problema de governabilidade, o governador amazonense o jornalista Wilson Lima (UB), tem buscado justificar o que é quase injustificável. A imprensa do seu estado, Lima chegou a usar palavras de um discurso feito pelo presidente Luíz Inácio Lula da Silva, na ONU, quando defendeu o Brasil das acusações de poluidor.
“Infelizmente, o estado do Amazonas está pagando por um problema “que não foi ele que causou. Porque o estado do Amazonas e o Brasil não são os maiores poluidores do mundo. Nós estamos pagando um preço por conta da poluição dos países ricos que muitas vezes tentam colocar o estado do Amazonas e a Amazônia no banco dos réus”.
Não é o que afirmam os órgãos ambientais brasileiros e os pesquisadores. O Amazonas tem tomado a dianteira das queimadas criminosas, principalmente concentrando-as no eixo do “arco do desmatamento na Br-319, e Amacro, sigla formada da união dos estados do Amazonas, Rondônia e Acre.
“Com relação a situação das queimadas, o que a gente tem percebido, o que mostram os satélites, é que essa fumaça que está encobrindo a cidade de Manaus, está vindo do Baixo-Amazonas, do Pará e principalmente aqui da região do município de Autazes”.
Estudiosos, apontam a localidade como o epicentro da destruição da floresta nos últimos anos. Apesar do país estar sofrendo as consequências do fenômeno El niño e do aquecimento global, o trabalho contra as queimadas e os incêndios pelo governo amazonense, mostram-se pouco eficazes, e se existem, não é nada daquilo que leis nacionais e estaduais já não exigem.

Na internet, eleitores de Lima não se convenceram das respostas, passando a criticá-lo. Afonso Fagundes, acusa o governo de faltar com planejamento. “56 homens depois de 3 meses que queimada? Vocês tão de sacanagem né. Fraco! Vocês são um governo fraco. Não tem capacidades se de planejar, identificar a criticidade e a solução antecipadamente. E essa coisa de pagando por países ricos é narrativa, desnecessária diga-se de passagem”.

Vilma dos Santos Lima, liga o discurso ao usado por Bolsonaro. “Discurso ‘bolsominio’. A culpa é sua sim. Você é o governador do estado. Vamos disponibilizar o recurso que o governo federal disponibilizou”.
A situação no Amazonas movimentou o Governo Federal. Nesta sexta-feira 13/10, a ministra de Estado do Meio Ambiente e Mudança do Clima do Brasil Marina Silva, informou que a União atua com mais 300 brigadistas do Prevfogo em várias frentes para conter os incêndios no estado vizinho. Silva, denuncia que as queimadas no estado estão em áreas privadas e públicas.
“É uma situação de extrema gravidade. Existe um cruzamento. O primeiro deles, o El Niño, agravado pela mudança do clima. Matéria orgânica em grande quantidade ressecada. Ateamento de fogo em áreas particulares e dentro de terras públicas de forma criminosa, fazendo com que se tenha duas frentes de combate, no estado do Amazonas, e no Sul dentro de terra públicas federais e no entorno de Manaus, em Autazes”.
Wilson Lima, foi um dos integrantes mais fiéis do time de governadores da Região Norte, responsável por puxar palanque para o ex-presidente Jair Bolsonaro, acusado por todas as instituições de incentivar os crimes ambientais contra a Floresta Amazônica.

Mas, não é apenas Manaus que sofre com a gravidades das queimadas. Do Amazonas, a fumaça é trazida pelo vento e contribui para estimular o problema já existente em terras rondonienses. O céu, principalmente o de Porto Velho tem sido encoberto por uma massa cinza. É importante ressaltar que o Amazonas, não é o único causador dos crimes ambientais. Rondônia, Acre, Pará e Roraima, pontuam entre os estados que mais apresentam problemas com a devastação, inclusive com agravantes dentro de terras protegidas por lei.