O Terminal Rodoviário Destemidos Pioneiros, em Porto Velho, em alusão ao Dia Mundial de Conscientização do Autismo, recebeu uma ação educativa promovida pelo Escritório de Direitos Humanos da Polícia Rodoviária Federal de Rondônia (PRF-RO) em parceria com a Associação de Pais e Amigos do Autista de Rondônia (AMA-RO). A iniciativa faz parte do projeto “PRF: Amiga dos Autistas” e teve como objetivo compartilhar informações, combater o preconceito e incentivar a inclusão de pessoas com Transtorno do Espectro Autista (TEA).
Durante a ação, policiais e diretoras da AMA-RO entraram nos ônibus no terminal para conversar diretamente com os passageiros, abordando aspectos essenciais sobre o autismo, como a importância do diagnóstico precoce, os desafios enfrentados por pessoas autistas e suas famílias e a necessidade de maior inclusão na sociedade. Materiais educativos também foram distribuídos aos viajantes para reforçar a mensagem de conscientização.
A importância da conscientização
De acordo com um estudo conduzido pela Universidade de Passo Fundo (UPF), em parceria com a APAE, 1 em cada 30 crianças entre 2,5 e 12 anos apresentam TEA. O levantamento trouxe à tona a importância de promover a conscientização sobre o autismo e garantir apoio às famílias, além de reforçar o combate ao preconceito e à exclusão social.
Para o diretor operacional da rodoviária, Fernando Locatelli, o terminal é um local estratégico para esse tipo de mobilização, pois atinge um público amplo e diversificado. “A rodoviária é um espaço de grande circulação, e garantir que todos se sintam acolhidos é um compromisso que temos. Conscientizar sobre o autismo combate o preconceito e melhora o atendimento e a segurança dos passageiros. Queremos que nosso terminal seja um ambiente mais inclusivo, onde todos tenham seus direitos respeitados e possam viajar com dignidade”, afirmou o diretor.
A presidente da AMA-RO, Nilza Maria, ressaltou o impacto positivo da iniciativa. “A conscientização é o primeiro passo para a inclusão. Muitas famílias ainda enfrentam dificuldades para aceitar e compreender o diagnóstico do autismo, e ações como essa ajudam a levar informação de qualidade, combater o preconceito e garantir que as pessoas autistas tenham seus direitos respeitados”, disse a presidente.
Um exemplo de superação
Entre os participantes da ação estava o policial rodoviário federal Tony Souza, que também é autista. Ele compartilhou sua própria experiência para mostrar que o diagnóstico do TEA não significa uma limitação absoluta. Durante uma abordagem, ao conversar com uma mãe que estava em fase de negação sobre o diagnóstico do filho, Tony revelou ser autista e explicou que, dependendo do grau do transtorno, é possível levar uma vida plena e realizar qualquer profissão.
“Eu entendo as dúvidas e os medos que muitas famílias enfrentam ao receber o diagnóstico de autismo. Mas quero dizer que o autismo não define o que uma pessoa pode ou não fazer. Se tivermos apoio, estímulo e oportunidades, podemos alcançar qualquer objetivo”, ressaltou Tony Souza.