ROCHA FAZ DISCURSO NA COP 29 E PERGUNTA: “QUEM VAI PAGAR PARA QUE A FLORESTA FIQUE EM PÉ?”
Depois da China, o Azerbaijão. O périplo internacional do governador Marcos Rocha, que começou na Feira Internacional de Importação e Exportação de Xangai, promovendo o café de Rondônia, prosseguiu com um discurso na COP 29 sobre questões ambientais. O evento foi realizado no país localizado no Extremo Leste da Europa, quase na fronteira com a Ásia. Lá, Rocha defendeu os cuidados com a floresta, mas sem esquecer o povo que nela vive.
Em seu pronunciamento, ele pediu ao mundo ações concretas em prol da Amazônia e questionou: “Quem pagará para que a floresta fique em pé?” Rocha destacou que, enquanto a comunidade internacional continua discutindo, a maior floresta do planeta enfrenta ameaças reais. Utilizando imagens da Amazônia em Rondônia e dos rostos das pessoas que lá vivem e lutam para sobreviver, ele reforçou a necessidade de menos discursos e mais ações práticas.
O governador também mencionou a bioeconomia como um meio de promover o crescimento sustentável, citando exemplos como a produção de café em Rondônia, feita com cuidados ambientais. Ele destacou ainda a Cairu, maior fábrica de bicicletas do Brasil, e possivelmente da América Latina, como um exemplo de produção em harmonia com as questões ambientais.
Embora o texto distribuído pela assessoria do governador tenha sido efusivo e repleto de elogios, não é menos verdade que Marcos Rocha se destacou no evento mundial pelo tema abordado e pela forma como apresentou suas ideias. A Conferência das Nações Unidas sobre Mudanças Climáticas, mais conhecida como COP 29, realizada em Baku, capital do Azerbaijão, às margens do Mar Cáspio, reuniu líderes de todo o planeta para debater questões ambientais.
O discurso do governador rondoniense foi atentamente ouvido pelas delegações de dezenas de países presentes. Ele destacou que Rondônia, segundo dados apresentados, reduziu o desmatamento em mais de 62%. Essa participação certamente eleva a visibilidade do estado em um evento de tal magnitude, colocando-o no centro dos debates globais sobre sustentabilidade.
LÉO ANDA PELA CIDADE OUVINDO AS PESSOAS E SE PREPARANDO PARA ASSUMIR EM JANEIRO
Ele não para. Como se ainda estivesse em campanha, o prefeito eleito Léo Moraes percorre Porto Velho, reunindo-se com comunidades, ouvindo reclamações de usuários do sistema de saúde e prometendo mudanças. Durante uma visita ao CRAS Dona Cotinha, por exemplo, Léo afirmou: “Vamos mudar este quadro”, ao observar de perto os problemas e deficiências do local.
Com o mesmo entusiasmo, o prefeito eleito tem se reunido com o presidente do Tribunal de Justiça, desembargador Raduan Miguel Filho, e com membros do Ministério Público, estabelecendo canais importantes de diálogo com outros poderes, que deverão ser parceiros estratégicos de sua gestão. Experiente na política e com grande habilidade para se relacionar, Léo Moraes tem sido recebido com entusiasmo e otimismo por onde passa. Ao que parece, as cicatrizes da campanha estão sendo deixadas para trás, e o foco agora é voltado para o futuro.
O processo de transição está avançando de maneira positiva, segundo avaliam membros da equipe escolhida por Léo para representá-lo. Os trabalhos devem ser concluídos até o dia 5 de dezembro, e o relatório final será entregue ao novo prefeito no dia 6. Somente após isso, Léo deverá começar a definir sua equipe de governo. Até o momento, não há informações se algum membro da transição fará parte do grupo principal da próxima administração, e o tema tem sido tratado com absoluto sigilo.
AFFONSO ATUA EM TRÊS FRENTES: NA ALE, COMANDANDO A TRANSIÇÃO E BUSCANDO APOIOS EM BRASÍLIA
O ainda deputado estadual, mas agora prefeito eleito de Ji-Paraná, Affonso Cândido, tem se desdobrado nos últimos dias. Além de manter sua atuação na Assembleia Legislativa, ele lidera o processo de transição em sua cidade e começa a planejar a composição de sua equipe de governo. Mais do que isso, Affonso tem sido visto em Brasília, visitando gabinetes em busca de recursos para sua futura gestão, que começa em pouco mais de um mês.
Entre as várias reuniões, um destaque foi o encontro com o deputado federal Lúcio Mosquini, que divulgou um vídeo nas redes sociais ao lado de Affonso, garantindo apoio integral à administração de Ji-Paraná. Affonso também esteve em gabinetes de senadores e outros deputados federais, buscando abrir portas para enfrentar os inúmeros desafios que terá pela frente.
Affonso Cândido alcançou uma vitória expressiva nas urnas. Até duas semanas antes da eleição, pesquisas indicavam a reeleição do atual prefeito Isaú Fonseca. Uma visita do ex-presidente Jair Bolsonaro, que atraiu grandes multidões, parece ter sido decisiva para mudar o cenário. Com mais de 20 mil votos de vantagem, Affonso se tornou uma importante liderança regional e comandará a segunda maior cidade de Rondônia, com cerca de 126 mil habitantes, consolidada como uma potência econômica no Estado.
BANCADA NA CÂMARA FEDERAL É CRITICADA POR NÃO APOIAR PAUTA SINDICALISTA
Nas redes sociais, surgiram críticas pontuais à bancada federal de Rondônia por não ter assinado a PEC 6×1, uma proposta defendida por setores sindicalistas e da esquerda. A PEC propõe reduzir a jornada de trabalho sem alteração nos salários, uma medida que, segundo seus críticos, poderia levar à falência de pequenas e médias empresas, gerando desemprego em massa.
Essas críticas, ainda que minoritárias, ganham destaque em alguns espaços, mas ignoram o perfil político predominante em Rondônia. O Estado possui um eleitorado amplamente alinhado com pautas conservadoras, focadas em trabalho e desenvolvimento, em oposição a agendas sindicalistas. Entre os deputados federais eleitos por Rondônia, nenhum foi eleito com base em pautas de esquerda ou sindicalistas. No Senado, apenas o senador Confúcio Moura apoia medidas desse tipo.
Embora o direito à manifestação seja legítimo, é necessário respeitar a posição majoritária da população rondoniense. Rondônia já demonstrou nas urnas seu posicionamento político. No entanto, em outros Estados, há parlamentares alinhados com a direita que também apoiam a proposta, demonstrando que o debate é mais complexo do que aparenta.
DIRETOR DO DNIT DIZ QUE “COMPONENTE INDÍGENA” É O MAIOR OBSTÁCULO PARA ASFALTO NA BR-319
Uma comitiva formada por oito deputados estaduais de Rondônia esteve em Brasília para discutir com o DNIT o andamento das obras de infraestrutura no Estado. Liderados pelo presidente do Parlamento Amazônico, o deputado Laerte Gomes, o grupo abordou temas como o reasfaltamento da BR-319, a conclusão do Anel Viário Expresso Porto, além de melhorias nas BRs 422 e 435.
Participaram da comitiva os deputados Delegado Camargo, Affonso Cândido, Luís do Hospital, Pedro Fernandes, Lebrinha, Delegado Lucas e Ezequiel Neiva. Apesar do diálogo construtivo, o diretor-geral do DNIT, Fabrício Galvão, trouxe poucas novidades. Ele reforçou que o reasfaltamento da BR-319 é uma prioridade para o governo federal, mas destacou que ainda existem grandes entraves a serem superados.
Segundo Galvão, o maior impasse atual é o que ele chamou de “componente indígena”, envolvendo sucessivas intervenções do Ministério Público Federal. Embora não tenha mencionado diretamente, há também pressões de ONGs internacionais e de figuras como a ministra Marina Silva, que, segundo críticos, priorizam interesses externos e ambientais em detrimento das obras.
Sobre o principal trecho da BR-319, conhecido como Trecho do Meio, Galvão afirmou: “O caminho ainda será longo. Estamos realizando todos os estudos ambientais, incluindo fauna, flora e comunidades indígenas, e apresentando ao Ibama. Nossa meta é conseguir aprovação para licitar a obra.” No entanto, sem o aval de ONGs e outros agentes, o projeto enfrenta sérias dificuldades para avançar.
UM ATO TERRORISTA ISOLADO, EM QUE A BURRICE DO CRIMINOSO O SENTENCIOU À MORTE
O que ocorreu em Brasília, na noite de quarta-feira, foi um ato isolado, protagonizado por um desequilibrado mental. Qualquer outra interpretação (e certamente haverá!) fará parte da narrativa do governo federal e do STF sobre tentativas de golpe. Um amador, fabricando uma bomba para atacar o prédio do Tribunal, acabou morrendo na própria explosão. Obviamente, foi um ato terrorista que precisa ser tratado e investigado como tal. Caso tenha havido outros envolvidos, todos devem ser responsabilizados na forma da lei.
O problema é que esse ato insano gerou graves consequências. O discurso de “tentativa de golpe” e de ataques ao STF ganhará força, especialmente em meio a um cenário onde ministros como Alexandre de Moraes estavam começando a perder parte de seus superpoderes.
O criminoso, que foi candidato pelo PL nas últimas eleições e não se elegeu, acabou criando uma “pauta” que fortalece as narrativas do Tribunal e do governo Lula. A tentativa terrorista foi brutal, desnecessária e mal planejada. Neste caso, a burrice foi punida com a morte.
NADA DE MÃOS ESTENDIDAS: TRUMP AMEAÇA TRANSFERIR DE WASHINGTON ATÉ 100 MIL BUROCRATAS DO GOVERNO
Donald Trump, ao assumir seu segundo mandato presidencial nos EUA, traz consigo um discurso de união, mas suas ações indicam um caminho marcado por enfrentamentos e medidas drásticas. Em um vídeo que já teve milhões de visualizações, Trump anunciou uma série de iniciativas duras, algumas delas com impactos diretos sobre seus adversários políticos.
Entre as promessas, destaca-se a intenção de transferir até 100 mil burocratas de Washington para regiões onde vivem seus apoiadores, os “verdadeiros patriotas”. Ele também planeja medidas contra funcionários de agências de segurança que, segundo ele, podem estar usando suas funções para persegui-lo politicamente.
Trump afirmou que sua principal meta é “recuperar nossa democracia da corrupção de Washington” e que usará todo o poder presidencial para remover burocratas desonestos, com critérios definidos por ele e seu governo. Ele pedirá ao Congresso auditorias nas agências de inteligência para garantir que elas não estejam espionando cidadãos ou realizando campanhas de desinformação.
Essas ações mostram que, apesar do discurso de união, Trump está preparado para confrontos políticos intensos.
PERGUNTINHA
Você ficou surpreso com a decisão dos vereadores de São Paulo de aumentarem seus próprios salários em 37% logo após as eleições municipais? Ou acredita que isso deve se repetir em outras cidades, como tem acontecido?