O Hospital Municipal Universitário de Porto Velho começou a virar realidade após a Prefeitura oficializar, nesta sexta-feira, 12 de dezembro de 2025, a compra do Hospital das Clínicas. A medida encerra um ciclo de mais de cem anos em que Porto Velho foi a única capital do país sem hospital municipal. A estrutura passará por organização completa antes da abertura ao público, prevista para o segundo semestre de 2026.
Marco histórico para a saúde da capital
A aquisição foi anunciada pelo prefeito Léo Moraes, que destacou a prioridade dada à reestruturação da rede de saúde.
“Esse é um sonho da nossa gestão. A previsão é que o hospital esteja funcionando no segundo semestre de 2026. Saúde é prioridade, e vamos realizar toda a estrutura necessária para que, até lá, esteja tudo pronto e a população possa ser atendida”, afirmou.
A administração municipal reforçou que ainda não há atendimentos em funcionamento. A fase atual é de organização da infraestrutura, equipes e definição dos serviços que serão implementados na unidade.
Parceria com Unir e Ebserh fortalece ensino e assistência
O Hospital Municipal Universitário de Porto Velho será implantado em parceria com a Universidade Federal de Rondônia (Unir) e com apoio da Empresa Brasileira de Serviços Hospitalares (Ebserh). A proposta é integrar assistência, ensino e pesquisa em um único ambiente.
A participação da Ebserh agrega experiência administrativa e operacional, utilizada em diversos hospitais universitários do país. A parceria permitirá qualificação da gestão, fortalecimento da formação acadêmica e melhoria da qualidade dos atendimentos.
Estrutura prevista e impacto para a formação profissional
A nova unidade contará com 150 leitos, sendo 100 financiados pela União e 50 pelo município. O espaço será referência para a formação prática de estudantes de medicina, enfermagem e demais áreas da saúde, além de ampliar a capacidade de internação do sistema público.
O hospital será totalmente público, com atendimento pelo Sistema Único de Saúde (SUS). Sua implantação representa o início de uma nova etapa para Porto Velho, que passa a construir um serviço próprio de saúde hospitalar após décadas de dependência de outras estruturas.








































