O ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), respondeu nesta sexta-feira (12 de dezembro de 2025) a uma série de questionamentos feitos pela Justiça da Itália. As perguntas se referiam ao processo de extradição de Carla Zambelli (PL-SP), que será retomado no dia 18 deste mês.
Na semana passada, a Justiça italiana havia suspendido o julgamento do pedido de extradição, solicitado pelo governo brasileiro, para aguardar o posicionamento do STF.
Local de detenção e condições carcerárias
As respostas do ministro Alexandre de Moraes foram elaboradas após ele receber informações detalhadas da Vara de Execuções Penais (VEP) do Distrito Federal. A manifestação foi então enviada ao Ministério da Justiça e Segurança Pública, que fará a comunicação oficial à Justiça da Itália.
A VEP informou que, caso o pedido de extradição seja deferido, a deputada Carla Zambelli poderá ser presa na Penitenciária Feminina do Distrito Federal, conhecida como Colmeia.
Em resposta aos questionamentos italianos, a VEP assegurou que a penitenciária mantém padrões de salubridade, segurança e assistência às detentas, conforme determina a Lei de Execuções Penais. A Vara de Execuções Penais também informou que nunca houve rebelião na Colmeia e que as presas recebem atendimento médico e têm acesso a cursos técnicos.
Fuga e condenações da deputada
Carla Zambelli, que possui dupla cidadania, foi presa em Roma, capital da Itália, em julho deste ano, enquanto tentava escapar do cumprimento de um mandado de prisão emitido pelo ministro Alexandre de Moraes.
A deputada havia deixado o Brasil após ser condenada a dez anos de prisão pelo STF. A condenação foi motivada pela invasão ao sistema eletrônico do Conselho Nacional de Justiça (CNJ), ocorrida em 2023. As investigações apontaram que Zambelli foi a autora intelectual do ataque, cujo objetivo era gerar um mandado falso de prisão contra Moraes. O hacker Walter Delgatti também foi condenado e confirmou ter realizado o trabalho a mando da parlamentar.
O pedido de extradição de Carla Zambelli foi formalizado pelo STF em 11 de junho e, em seguida, encaminhado pelo Itamaraty ao governo italiano. A decisão final sobre o processo será proferida durante uma audiência pela Justiça italiana na próxima quinta-feira (18).








































