Domingo, 17 de Fevereiro de 2019 - 12:19 (Entrevistas )

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LUCIANO HANG: “SE O PT GANHASSE, VENDERIA TUDO E IRIA EMBORA DO BRASIL”

Com a oitava loja em MT já anunciada, empresário diz que governo tem que deixar, pelo menos, uma boa infraestrutura para o desenvolvimento do Estado


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Por Gabriele Schimanoski ([email protected])
Mayla Miranda ([email protected])
Edyeverson Hilário ([email protected])

Dono de uma das maiores redes de departamentos do Brasil, as lojas Havan, o empresário catarinense Luciano Hang, 57 anos, ganhou destaque no cenário político brasileiro com um dos maiores apoiadores da campanha eleitoral do presidente Jair Bolsonaro.

Na sexta-feira (15), ele esteve em Sorriso (400 km de Cuiabá) com o vice-presidente Hamilton Mourão (PSL), em evento promovido pela empresa Sempre Sementes.

O encontro marcou o encerramento da colheita da soja em Mato Grosso e o início do plantio do milho “safrinha”. Na ocasião, ele aproveitou para anunciar a abertura da oitava loja da Havan em Mato Grosso.

“Já aproveitei a vinda do nosso vice-presidente para comunicar ao município de Sorriso uma nova mega Havan, na entrada da cidade. Ali vai se formar não só uma loja, mas loteamento, escolas, atacadões, trazendo bastante comércio para a cidade. Nós devemos investir aqui um valor em torno de R$ 30 milhões”, disse Hang, em entrevista exclusiva ao LIVRE. Confira os principais trechos:

1. Acompanhamos pelo Instagram que o senhor passou em inúmeras cidades brasileiras nos últimos dias. Quantas cidades visita por ano?

Luciano Hang: Nós passamos, acho, que por uns estados, andamos 20 mil quilômetros, foram 20 horas de jato, partindo do Rio Grande do Sul. Como a gente quer investir, aumentando a velocidade de investimento, são muitas cidades. Eu viajo o Brasil todo. Nosso avião voa mais do que a Gol. Estamos muito animados e otimistas, acreditamos que o Brasil vai andar para frente. Queremos acelerar e não sair mais atrasados. Cuiabá talvez possa ter duas mega lojas, outras cidades de Mato Grosso vão ter mais lojas. Na crise de 2015, senti que o agronegócio foi o que menos sofreu no Estado, então nós acertamos em apostar em Mato Grosso para nossos investimentos.

2. O senhor tem algum projeto político?

Luciano Hang: Não. Meu projeto é o país. Desde que eu vim para imprensa, foi me colocando como um ativista, dizendo que o Brasil pode mais.

3. Em meio a tantas dificuldades, em algum momento o senhor pensou em desistir?

Luciano Hang: Sim, se o PT voltasse, eu ia embora. Na segunda-feira do dia 29 de outubro, nós iríamos vender nossas operações pelo preço que pudesse e iríamos embora do país, porque iríamos virar uma Venezuela. Como isso não aconteceu, graças a Deus, nós podemos sonhar com um novo país.

4. O senhor falou que só contrata pessoas felizes. O que fazer para manter o colaborador feliz nas lojas Havan?

Luciano Hang: Motivação. É fazer com que nosso colaborador veja na empresa a diferença na vida dele. No ano passado, nós criamos 6 mil novos empregos. A geração de empregos e novas lojas faz com que cada um possa pensar em ser um gerente, um líder, diretor, supervisor e presidente. Quando a empresa cresce, ela gera produtividade e todo mundo acorda de manhã cedo querendo fazer o melhor. Ele sente a oportunidade de crescer, ganhar dinheiro e ser ambicioso.

5. Aqui na região Norte de Mato Grosso há muitos problemas de logística. Como superar isso e continuar investindo e crescendo?

Luciano Hang: O governo tem que deixar para a gente, pelo menos, uma boa infraestrutura. Nós sofremos muito para sair de Rondônia para o Acre, por exemplo, porque você só tem balsa. Em muitos lugares, a estrada é ruim. Nós precisamos do governo para infraestrutura, o resto é conosco. Vamos produzir, vender e gerar riqueza para o país.

Saideira… Outros candidatos defendiam a mesma pauta que o senhor defende. Por que o senhor escolheu o Bolsonaro para apoiar?

Luciano Hang: Ele era o melhor candidato. Nós não temos somente um problema econômico, mas nossa cultura. Por isso, eu pregava liberalismo econômico e conservadorismo nos costumes. Temos que arrumar nossa ideologia, acreditando no trabalho e não ganhar do governo. Quando você leva o assistencialismo por um longo período, o povo não quer mais trabalhar e fica dependente do político.

Saideira 2… Sendo tão bem-sucedido, não pensa em parar?

Luciano Hang: Não. Hoje nós temos 120 lojas e meu sonho é 200, 300, 400 lojas… quando você para de sonhar, você é um homem morto.

Fonte: olivre

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