Quinta-Feira, 14 de Novembro de 2019 - 17:21 (Geral)

L
LIVRE

ABERTURA DA IV MOSTRA CULTURAL DO JUDICIÁRIO DESTACA TALENTOS DOS SERVENTUÁRIOS

A abertura do evento foi realizada na Casa de Cultura Ivan Marrocos, com um sarau.


Imprimir página

Na noite da última terça-feira (12), o Poder Judiciário de Rondônia deu início à IV Mostra Cultural do Judiciário, que visa promover a integração e a valorização dos serventuários por meio das linguagens artísticas, além de oportunizar a aproximação entre a comunidade e a instituição. A abertura do evento foi realizada na Casa de Cultura Ivan Marrocos, com um sarau.

A abertura contou com a presença do Secretário-Geral do PJRO e presidente da Comissão Organizadora da Mostra, Juiz Sérgio William Domingues Teixeira, que representou a presidência do poder; o Corregedor-Geral da Justiça, Desembargador José Jorge Ribeiro da Luz; o vice-diretor da Emeron, Juiz Guilherme Ribeiro Baldan; a juíza Ana Valéria Queiroz Ziparro, representando os participantes; e a Secretária de Gestão de Pessoas, Jeiele Eline Castro. Nos discursos, o destaque principal foi a inovação do Poder Judiciário em utilizar a arte enquanto ferramenta para a promoção de um ambiente de trabalho mais leve e uma relação mais humanizada entre a instituição e seus colaboradores. 

Sérgio William parabenizou a todos os participantes e agradeceu a disponibilidade dos servidores em abraçar a iniciativa da instituição. Ele ressaltou ainda que a arte é uma poderosa ferramenta para tornar a vida melhor, diante das dificuldades enfrentadas no dia a dia. Em sua fala, o Corregedor Geral destacou que o servidor do judiciário é um artista nato e que a Mostra Cultural põe luz sobre a sensibilidade e a criatividade que fazem do judiciário rondoniense um dos melhores tribunais do país. Representando os participantes, a juíza Ana Valéria Ziparro pontuou a necessidade de os gestores apoiarem seus colaboradores para o desenvolvimento de atividades artísticas e multidisciplinares além do trabalho diário. 

Encerrada a cerimônia, foi iniciado um sarau com performances e apresentações feitas pelos presentes, de forma livre. A primeira delas, que prendeu a atenção do público, foi o monólogo teatral "Poema de um suicida", apresentado pelo estagiário da 2ª Vara Cível da Comarca de Ji-Paraná, Weliton do Nascimento Alexandre. Em seguida, a Banda Agravo de Instrumento, formada por servidores do judiciário, dividiu o palco com servidores de diversas comarcas que declamaram poemas, cantaram e tocaram canções.

Na Galeria Afonso Ligório, na Casa da Cultura Ivan Marrocos, o público admirava fotografia e poemas, produzidos por magistrados e servidores de todo o Estado, e que podem ser visitados gratuitamente até o dia 1º de dezembro. A visitação acontece de segunda a sexta-feira, das 8h às 17h, e aos sábados, das 9h às 14h. Jeiele Castro destacou que a ideia de promover uma exposição pública com os trabalhos de fotografia e poema dos servidores e magistrados expande os objetivos da Mostra Cultural dentro do judiciário, funcionando também como um estímulo à cultura local. "É uma excelente ideia, uma ideia inovadora e que além de uma homenagem do Tribunal para os seus servidores, com certeza vai fomentar a cultura, ao apresentar as fotos e poemas de nossos colaboradores para a comunidade". 

Eliane Rudey, de Ariquemes, e Elzivã Félix, de Ji-Paraná, são duas dos quinze autores de poemas expostos na Casa de Cultura. As servidoras não se conheciam, até que na terceira edição da Mostra Cultural, em 2017, passaram a apreciar o trabalho artístico uma da outra, o que foi o primeiro passo para uma amizade que surgiu por meio da arte. Para elas, a oportunidade de participar de uma exposição coletiva oferece a sensação de valorização pessoal e profissional. "Eu amo poesia e eu acredito que poder mostrar esse trabalho e as pessoas poderem ver, é como se tivessem vendo a minha alma, meu sentimento. Eu acho muito legal e a gente se sente valorizado sim, pois no nosso dia a dia do trabalho, as pessoas não conseguem ver quem a gente é. Então, essa é uma oportunidade para as pessoas verem que a gente não é só aquele serzinho atrás de um computador", afirma Elzivã. 

Para Eliane, além da valorização, a mostra também estimula a continuidade do lado artístico de cada um. Ela conta que, a partir de sua participação da edição anterior, iniciou dois blogs onde disponibiliza suas produções. Em dois anos, foram mais de 150 poemas escritos. "É muito enriquecedor e a arte, por si, é um caminho que também leva a sonhos. Você passa a ter uma criatividade melhor se aprecia a arte e se atreve a fazer arte, então ela proporciona isso na vida da gente". As duas sonham com voos mais altos. "Eu acredito que é estimulante para nós, talvez, o Tribunal lançar um livro com as nossas poesias, com as fotografias, o livro da Mostra Cultural e também estimular a gente a escrever os nossos livros e sonhar, como ela disse, e sonhar mais alto e continuar, não parar por aqui", concluem. 

A Mostra Cultural do Judiciário continua nos dias 13 e 14 de novembro, no Teatro Guaporé com dois espetáculos musicais apresentados em duas sessões diárias, sendo a primeira às 18h e a segunda às 20h, em ambos os dias. O evento também é gratuito e aberto à comunidade. A organização solicita, a quem puder, que em troca do ingresso leve itens de higiene pessoal e de limpeza, que serão posteriormente doados à Casa Família Rosetta, instituição que cuida de crianças e adolescentes com debilidades neurológicas. Os ingressos deverão ser retirados na bilheteria do teatro, uma hora antes da sessão desejada. Veja a programação aqui.

Fonte: 010 - assessoria

Noticias relacionadas

Comentários

Veja também

Outras notícias + mais notícias