O Ministério Público de Rondônia (MPRO) divulgou, nesta quinta-feira (11/12), no edifício-sede em Porto Velho, os resultados das primeiras fases da Operação Aruanã, iniciativa que reúne o MPRO, a Secretaria de Estado do Desenvolvimento Ambiental (Sedam) e forças de segurança estaduais para recuperar e proteger a Estação Ecológica de Samuel, unidade de conservação situada entre Candeias do Jamari e Itapuã do Oeste.
Durante a coletiva, participaram a coordenadora do Gaema, promotora Valéria Giumelli Canestrini; o coordenador do Nucam, promotor Pablo Hernandez Viscardi; o secretário da Sedam, Marco Antônio Ribeiro de Menezes Lagos; o Tenente-Coronel PM Wilton Amorim, representando o Comando-Geral da PMRO; e o comandante da operação, Tenente-Coronel PM Jairo Alves Carneiro.
A Estação Ecológica de Samuel, criada em 1989 e pertencente ao grupo de proteção integral, possui cerca de 71 mil hectares, destinados exclusivamente à pesquisa e preservação ambiental. Desde 2020, porém, mais de 100 famílias ocuparam irregularmente a área, causando desmatamento de aproximadamente 6 mil hectares, além de abertura de ramais clandestinos, exploração ilegal de madeira e instalação de estruturas irregulares.
Entre 2021 e 2022, decisões judiciais determinaram a saída dos invasores, reforçadas por notificações e medidas administrativas. Em outubro deste ano, nova ordem judicial concedeu prazo de 20 dias úteis para desocupação voluntária, iniciando, em 24 de novembro, a primeira etapa da Operação Aruanã. Na conclusão da fase inicial, em 29 de novembro, apenas cinco invasores foram encontrados no local e deverão responder judicialmente.
A promotora Valéria Canestrini destacou a relevância da ação para o meio ambiente e para a sociedade. “O Ministério Público está atuante na proteção das unidades de conservação justamente para garantir o direito humano a um meio ambiente limpo, saudável e sustentável, assegurando sua importância para as gerações presentes e futuras”, afirmou.
O promotor Pablo Viscardi enfatizou a conduta respeitosa das equipes durante a retirada dos ocupantes. “Todas as pessoas foram tratadas com dignidade e zelo. A atuação foi responsável, firme e humanizada, como deve ocorrer na proteção do meio ambiente em Rondônia”, ressaltou.
A operação segue estruturada em fases sucessivas, que incluem mapeamento de áreas degradadas, instalação de bases operacionais, apoio socioassistencial, inutilização de construções irregulares, apreensão de materiais usados em crimes ambientais e ações contínuas de patrulhamento para combater conexões clandestinas e o furto de madeira.
Segundo a Polícia Militar, a fiscalização permanece ativa, garantindo segurança e estabilidade na região ao longo das próximas etapas. A Operação Aruanã representa um marco no esforço integrado para restaurar a integridade ambiental da unidade de conservação e fortalecer a proteção da biodiversidade e dos recursos naturais de Rondônia.









































