Os organizadores da Copa do Mundo em Seattle, nos Estados Unidos, anunciaram nesta quinta-feira (11) que os eventos do Orgulho serão realizados conforme o planejado. A decisão se mantém apesar das objeções de autoridades esportivas do Egito e do Irã, países onde a homossexualidade é criminalizada.
O comitê da Copa em Seattle usará o evento, chamado de “Jogo do Orgulho”, em 26 de junho. O objetivo é destacar o Fim de Semana do Orgulho anual da cidade e outras celebrações no Estado de Washington em apoio aos direitos LGBTQ+.
Hana Tadesse, vice-presidente de comunicações do comitê, confirmou em comunicado que o SeattleFWC26 seguirá com a programação comunitária fora do estádio durante o fim de semana do Orgulho e ao longo de todo o torneio. O grupo ressaltou que não é responsável pelos eventos dentro do Estádio de Seattle, onde Egito e Irã jogarão.
Tensão entre cultura e inclusão no futebol
As queixas das associações de futebol do Irã e do Egito revelam as tensões entre as regras da Copa do Mundo, que promovem a inclusão e a antidiscriminação, e a necessidade de respeitar as culturas dos países participantes.
A Associação de Futebol do Egito enviou uma carta à Fifa na terça-feira (10). O pedido é para que a entidade máxima do futebol impeça qualquer atividade relacionada ao Orgulho LGBTQ+ durante o jogo da seleção. A associação alega que as atividades entrariam em conflito com os valores culturais e religiosos das duas nações.
O presidente da Federação Iraniana de Futebol, Mehdi Taj, também apresentou uma objeção à Fifa contra o “Jogo do Orgulho”. Taj classificou a iniciativa como um “movimento irracional que apoia um determinado grupo”. A designação do jogo foi feita pelo comitê local de Seattle muito antes do sorteio das equipes.
Contradições com leis locais
O mês de junho é o Mês do Orgulho em todo os Estados Unidos, celebrando a comunidade e o ativismo LGBTQIA+. O comitê organizador de Seattle enfatizou que o evento é um momento único para “mostrar e celebrar as comunidades LGBTQIA+ em Washington”.
A controvérsia sobre a Celebração LGBTQ+ na Copa ecoa a disputa pelas braçadeiras “OneLove” na Copa do Mundo de 2022, no Catar. Naquela ocasião, a Fifa ameaçou punir jogadores que as utilizassem para protestar contra as leis do Catar contra relações entre pessoas do mesmo sexo.
Oposição dos países se baseia em leis que criminalizam a homossexualidade. No Egito, a Anistia Internacional aponta que as autoridades assediam e processam indivíduos por sua orientação sexual. No Irã, a Human Rights Watch afirma que as relações entre pessoas do mesmo sexo podem ser punidas com açoites e, no caso de homens, com a pena de morte.











































